É ouro

Rebeca Andrade vence no solo em Paris-2024 e é a maior medalhista do Brasil em Olimpíadas

Ginasta brasileira superou Simone Biles, que ficou com a prata

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Esporte

Foto: Ricardo Bufolin

A ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Paris terminou com mais um duelo entre Simone Biles e Rebeca Andrade. E deu Brasil! A brasileira, que foi a segunda a competir, fez uma apresentação quase sem erros no solo, o que rendeu a nota 14.166 e o ouro no aparelho.

Sétima a se apresentar, Simone Biles saiu duas vezes do tablado após acrobacias, ficou com a nota 14.133 e levou a prata.

Rebeca é a maior medalhista olímpica do Brasil e termina a competição com quatro medalhas: um ouro no solo, duas pratas, individual geral e salto, e um bronze por equipes. No total, ela tem seis medalhas olímpicas em duas edições dos Jogos.

Biles termina a competição com três ouros: por equipe, individual geral e salto, e uma prata, no solo. No total a norte-americana tem 11 medalhas olímpicas, com sete ouros, duas pratas e dois bronzes, em três edições dos Jogos.

O pódio foi completado pela norte-americana Jordan Chiles, que foi a última a se apresentar e ficou com a nota 13.766.

A primeira atleta a entrar no tablado foi a italiana Manila Esposito, que sofreu uma queda e cometeu erros de execução, ficando com a nota 12.133 e terminou em nono lugar.

A terceira a subir no tablado foi a Ou Yushan. A chinesa cometeu alguns erros e ficou com a nota 13.000, terminando em oitavo lugar. Rina Kishi, do Japão, competiu logo em seguida e tirou a nota 13.166, na sétima colocação.

A romena Ana Barbosu ficou com a nota 13.700 e ficou na quarta colocação. Com a mesma nota, Sabrina Maneca-Voinea, também da Romênia, ficou em quinto. Alice D’Amato, da Itália, teve a nota 13.600 e ficou em sexto lugar.

 

 

 

Fonte: R7 Esportes – https://esportes.r7.com/olimpiadas/e-ouro-rebeca-andrade-vence-no-solo-em-paris-2024-05082024/

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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