DESTAQUES DO ESPORTE

Prêmio Sabino Albertão terá presença de atletas de Mato Grosso nas Olimpíadas e Paralimpíadas de Paris

A cerimônia contará com a presença de esportistas como a canoísta Ana Sátila, a saltadora Lissandra Campos, e os medalhistas paralímpicos de judô Arthur Silva e Érika Zoaga

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Foto: Secel-MT

A 3ª edição do Prêmio Sabino Albertão, com o tema “Heróis Olímpicos”, celebrará os nove atletas de Mato Grosso convocados para as Olimpíadas e Paralimpíadas de Paris 2024. A cerimônia contará com a presença de esportistas como a canoísta Ana Sátila, a saltadora Lissandra Campos, e os medalhistas paralímpicos de judô Arthur Silva e Érika Zoaga. Ana Sátila é indicada ao prêmio de Atleta do Ano, enquanto os judocas receberão homenagens especiais no “Hall da Fama”.

Ana Sátila, natural de Primavera do Leste, destacou-se na Canoagem Slalom e se tornou o principal nome da modalidade no Brasil. Nas Olimpíadas, ela chamou atenção ao participar de 15 provas em 10 dias.

Lissandra Maysa Campos, de Nossa Senhora do Livramento, foi convocada para competir no salto em distância nas Olimpíadas de Paris 2024 e é bolsista do programa Olimpus, na categoria Atleta Internacional.

Arthur Silva e Érika Zoaga conquistaram as medalhas de ouro e prata, respectivamente, nas Paralimpíadas 2024, na classe J1 do judô. Arthur representa o Instituto dos Cegos de Mato Grosso (Icemat) e Érika a Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV). Ambos são bolsistas do programa OlimpusMT, do Governo de Mato Grosso.

Sobre a premiação

O Prêmio Sabino Albertão, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), reconhece os destaques esportivos de Mato Grosso no ano. A premiação é realizada pelo Instituto Técnico de Educação, Esporte e Cidadania (Iteec Brasil) e produzida pela Bemtivi Academia de Arte.

Durante a cerimônia, serão anunciados os vencedores das 11 categorias esportivas do prêmio, além da entrega do troféu “Amigo do Esporte” a pessoas que contribuíram para o fortalecimento do setor no Estado. Neste ano, os homenageados são a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o prefeito de Sorriso, Ari Lafin.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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