Esporte
Pré-selecionado para a Copa, Dudu vira desfalque para o Palmeiras
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Atacante integra lista de espera com 12 nomes e, por isso, precisará cumprir período de descanso determinado pela Fifa
Da Redação
O Palmeiras não poderá contar com o atacante Dudu pelos próximos jogos. O diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, afirmou nesta quarta-feira, antes da partida contra o América-MG, no Allianz Parque, pela Copa do Brasil, que o jogador ficará fora para ter de cumprir uma exigência da Fifa por ter sido pré-convocado para a Copa do Mundo para a seleção brasileira pelo técnico Tite.
O dirigente palmeirense explicou que o atacante está na lista de 35 nomes selecionados pelo técnico Tite para a disputa do Mundial da Rússia. Dudu está na relação extra de 12 nomes feita como possíveis reservas para os 23 atletas da convocação principal. Como a Fifa determina que desde 21 de maio quem for chamado precisa cumprir um período de descanso, o atacante será preservado pelo clube.
“O Palmeiras fez um contato com a CBF para saber se o Dudu tinha condição legal e ainda não tivemos a resposta. Por prudência, tiramos o Dudu do jogo”, disse Mattos em entrevista na zona mista do estádio. “Vamos aguardar para a sequência do Brasileiro o que recebemos e enquanto não tivermos certeza absoluta das condições, o Dudu não vai poder atuar”, explicou o dirigente.
Dudu fez parte de convocações de Tite em duas ocasiões. Em janeiro de 2017, integrou o grupo chamado para o amistoso com a Colômbia, em janeiro, no Rio. A listagem teve somente atletas que atuavam no futebol brasileiro. Depois, em março do mesmo ano, o atacante do Palmeiras fez parte dos relacionados para as partidas das Eliminatórias contra o Uruguai, em Montevidéu, e Paraguai, em São Paulo.
“Recebemos da CBF que o Dudu está entre os 35 jogadores convocados pelo Tite. Isto é um motivo de muita alegria, porque todo mundo sabe a referência que ele é, ainda uma das, se não for a maior dentro do Palmeiras. Chegar no mais alto padrão é a Seleção e ficamos felizes por ele e com ele também”, comentou Mattos.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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