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Palmeiras vence o Bragantino e cola na liderança do Brasileirão
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O Palmeiras segue em ascensão no Campeonato Brasileiro e conquistou sua quarta vitória consecutiva nesta quinta-feira (20.06).
No Allianz Parque, o Verdão venceu o Red Bull Bragantino por 2 a 1, com gols de Raphael Veiga e Rony, pela décima rodada da competição. Matheus Fernandes, ex-jogador do Palmeiras, descontou para os visitantes.
Com esse resultado, a equipe comandada por Abel Ferreira alcança a terceira posição na tabela, somando 20 pontos, empatado com o Botafogo, que fica à frente pelo critério de gols marcados. O Flamengo lidera o campeonato com apenas um ponto a mais. O Bragantino fica na oitava posição, somando 15 pontos.
A partida foi bastante movimentada desde o início. O Palmeiras teve as primeiras chances de abrir o placar, mas foi o Bragantino quem assustou primeiro. No entanto, foi o Verdão que saiu na frente com um gol de Raphael Veiga aos 20 minutos. Rony ampliou a vantagem para os mandantes, mas Matheus Fernandes diminuiu para os visitantes.
No segundo tempo, o Bragantino conseguiu empatar rapidamente, mas Rony recolocou o Palmeiras à frente do placar. A partida seguiu disputada, com chances para os dois lados, mas o Verdão conseguiu segurar a vitória até o apito final. Com um desempenho consistente, a equipe alviverde segue em busca do topo da tabela do Brasileirão.
O próximo desafio do Verdão será contra o Juventude, no domingo, no Allianz Parque, às 18h30 (horário de Brasília). Já o Red Bull Bragantino enfrenta o Vitória, no mesmo dia e horário, no Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 2 X 1 BRAGANTINO
Data: 20/06/2024
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (Fifa-RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Daiane Muniz (VAR-Fifa-SP)
Cartões amarelos: Eric Ramires e Vitinho (Red Bull Bragantino)
Público: 29.119 torcedores
Renda: R$ 2.155.800,48
GOLS: Raphael Veiga, aos 20 minutos do 1°T, e Rony, aos nove minutos do 2°T (Palmeiras).
Matheus Fernandes, aos três minutos do 2°T ( Bragantino)
PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Naves, Murilo e Piquerez; Zé Rafael (Fabinho), Aníbal Moreno, Gabriel Menino (John John) e Raphael Veiga (Vanderlan); Estêvão (Garcia) e Rony (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira
RED BULL BRAGANTINO: Cleiton; Nathan Mendes (Talisson), Pedro Henrique, Eduardo Santos e Juninho Capixaba; Eric Ramires (Thiago Borbas), Matheus Fernandes (Gustavo Neves) e Lucas Evangelista; Mosquera (Vitinho), Helinho e Sasha (Nacho). Técnico: Pedro Malta
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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