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Nesta quarta-feira, o Fluminense viajou até Assunção, no Paraguai, para enfrentar o Cerro Porteño pela terceira rodada da Copa Libertadores. O confronto terminou em empate sem gols, em um jogo marcado pela baixa qualidade técnica e poucas chances de gol.
Mesmo com a posse de bola, o Fluminense mostrou pouca criatividade e não conseguiu superar a boa marcação do Cerro Porteño. Uma das poucas vezes em que a rede balançou foi com Arias, mas o gol foi anulado por mão do colombiano.
Com o resultado, os tricolores se mantiveram na liderança do Grupo A, com cinco pontos, enquanto os paraguaios ocupam a terceira posição, com quatro pontos.
Na próxima rodada, o Fluminense enfrentará o Colo Colo, no dia 9 de maio, em Santiago, enquanto o Cerro Porteño terá pela frente o Alianza, em Lima, no dia anterior.
O jogo foi marcado por poucas emoções e chances claras de gol. O Fluminense teve a posse de bola, mas não conseguiu criar oportunidades consistentes para balançar as redes. Em um confronto disputado sem grande intensidade, o empate sem gols acabou sendo o desfecho previsível.
O Cerro Porteño, por sua vez, tentou aproveitar os contra-ataques, mas também não conseguiu superar a defesa adversária. Com um desempenho abaixo do esperado, as equipes não conseguiram tirar o zero do placar, em um jogo marcado pela falta de inspiração.
Com a volta da Copa Libertadores, resta aos times se prepararem para os próximos desafios e buscar a recuperação na competição continental. O Fluminense terá que mostrar mais criatividade e eficiência no ataque, enquanto o Cerro Porteño buscará retomar o caminho das vitórias para seguir firme na briga pela classificação.
FICHA TÉCNICA
CERRO PORTEÑO 0 X 0 FLUMINENSE
Local: Estádio La Nueva Olla, em Assunção (Paraguai)
Data: 25 de abril de 2024 (Quinta-feira)
Horário: 19 horas
Árbitro: Esteban Ostojich (Uruguai)
Assistentes: Nicolas Tarán (Uruguai) e Carlos Barreiros (Uruguai)
VAR: Leodan González (Uruguai)
Cartões amarelos: Churín, Baez e Carrizo (Cerro Porteño); Lima e Manoel (Fluminense)
CERRO PORTEÑO: Jean, Alan Benitez, Javier Baez, Eduardo Brock e Santiago Arzamendia; Piris da Motta, Jorge Morel (Wilder Viera), Fabrizio Peralta (Carrizo) e Cecilio Dominguez (Carrascal); Diego Churín (Edu) e Iturbe (Aguayo). Técnico: Manolo Jiménez.
FLUMINENSE: Fábio, Samuel Xavier, Felipe Melo (Antonio Carlos), Manoel e Marcelo (Diogo Barbosa); André (Lima), Martinelli e Paulo Henrique Ganso (Renato Augusto); Jhon Arias, Marquinhos (Douglas Costa) e Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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