Esporte
Palmeiras anuncia a contratação do goleiro Weverton por cinco anos
Esporte
Jogador de 30 anos deixa o Atlético-PR para se apresentar ao novo clube, que pagará R$ 2 milhões para ter o reforço
Da Redação
O Palmeiras acertou nesta sexta-feira a contratação do goleiro Weverton que estava no Atlético-PR. O jogador de 30 anos realizou exames médicos em São Paulo, assinou contrato por cinco anos e estará à disposição do elenco já a partir da pré-temporada, em janeiro. O clube alviverde precisou desembolsar R$ 2 milhões para fechar a vinda do reforço.
O valor foi necessário porque o Atlético-PR não aceitava liberar o goleiro antes do fim do contrato, em maio. O time rubro-negro chegou a pedir jogadores em troca da saída antecipada do Weverton, alternativa recusada pelo Palmeiras. A decisão final, então, foi de efetuar o pagamento de R$ 2 milhões, que serão pagos em dez parcelas mensais.
Weverton integra o plano da diretoria de rejuvenescer as opções para o gol. Fernando Prass, de 39 anos, e Jailson, de 36, têm contrato somente até o fim de 2018 e terão de disputar posição com o novato, que chega respaldado pelas convocações para a seleção brasileira e a participação como titular na conquista do ouro olímpico nos Jogos do Rio, em 2016.
O goleiro estava no Atlético-PR desde 2012. Foram 318 jogos e um título estadual conquistado, em 2016. Como a negociação com o Palmeiras estava em andamento há meses, Weverton inclusive ficou fora do confronto entre as duas equipes, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro.
Antes mesmo de anunciar a contratação, o Palmeiras liberou outro goleiro do time para empréstimo. Vinícius Silvestre, de 23 anos, era a terceira opção para o setor nesta na última temporada e já foi anunciado como reforço da Ponte Preta. No elenco de 2018 o quarto goleiro será Fuzato, de 20 anos.
A chegada de Weverton é a quarta contratação confirmada pelo Palmeiras para 2018. O primeiro a chegar foi o zagueiro Emerson Santos, do Botafogo, seguido pelo lateral Diogo Barbosa, do Cruzeiro, e o meia Lucas Lima, do Santos.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Foto: Clayton de Souza/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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