Esporte
Neymar, Marcelo e Coutinho são finalistas à Bola de Ouro de revista francesa
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Mais nomes serão revelados ao longo do dia pela France Football
Da Redação
Os brasileiros Neymar, do Paris Saint-Germain, Marcelo, do Real Madrid, e Philippe Coutinho, do Liverpool, foram confirmados nesta segunda-feira como integrantes de uma lista de 30 finalistas ao prêmio Bola de Ouro, tradicional honraria concedida pela revista France Football, que elege anualmente o melhor jogador do mundo.
O trio da seleção brasileira faz parte de uma lista inicial de 15 nomes divulgados pela prestigiosa publicação, que vai anunciar aos poucos, ao longo desta manhã (no horário de Brasília), todos os outros finalistas que completarão esse grupo de 30 indicados ao prêmio de sua edição de 2017.
Em uma forma de valorizar a sua grande premiação ao longo do dia, a France Football revelou inicialmente cinco nomes como candidatos, sendo que o primeiro deles foi o de Neymar, que ganhou muita notoriedade na capital francesa depois de ter trocado recentemente o Barcelona pelo PSG naquela que se tornou a mais cara transferência da história do futebol mundial.
Ao lado de Neymar nesta primeira lista foram confirmados como finalistas o croata Modric, do Real Madrid, o argentino Dybala, da Juventus, o francês Kanté, do Chelsea, além do brasileiro Marcelo. Em seguida, a revista francesa revelou como outros cinco indicados os nomes de Philippe Coutinho, do uruguaio Luis Suárez (Barcelona), do espanhol Sergio Ramos (Real Madrid), do belga Mertens (Napoli) e do goleiro esloveno Oblak (Atlético de Madrid).
Um pouco mais tarde, a publicação também anunciou que o belga De Bruyne (Manchester City), o polonês Lewandowski (Bayern de Munique), o espanhol De Gea (Manchester United), o inglês Harry Kane (Tottenham) e o bósnio Edin Dzeko (Roma) estão entre os 30 finalistas ao prêmio, cujo grande vencedor será eleito por meio de votos de jornalistas que trabalham para a publicação ao redor do mundo.
Mais 15 nomes serão divulgados ao longo desta manhã e um dos principais deles, naturalmente, será o do português Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, que é o atual vencedor do prêmio de melhor jogador do mundo de 2016, concedido pela Fifa, entidade que unificou a sua premiação com a da tradicional publicação francesa entre 2010 e 2015, antes do fim da parceria com a France Football a partir do ano passado. Antes disso, em 2008, o astro português faturou a honraria concedida pela publicação francesa, antes de também ganhar a mesma em 2013 e 2014.
Vencedor e destaque da campanha do título da Liga dos Campeões 2016/2017 com o Real Madrid, Cristiano Ronaldo é considerado o grande favorito a vencer esta próxima edição da premiação. O argentino Lionel Messi, que também deverá ser confirmado entre os outros 15 finalistas que serão anunciados nas próximas horas, levou a honraria de melhor do mundo em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015.
Ou seja, no período de parceria entre a revista e a Fifa, de 2010 a 2015, apenas o português e astro argentino do Barcelona faturaram a premiação. A France Football criou este prêmio, chamado de Bola de Ouro, em 1956, e até hoje o mesmo é considerado o mais tradicional do futebol mundial.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Fabio Motta / Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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