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Mirassol vence a LDU e assume liderança do Grupo G na Libertadores

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O Mirassol fez valer o mando de campo e venceu a LDU por 2 a 0 na noite desta quinta-feira, no Maião, pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Com atuação segura e gols de Lucas Oliveira e Reinaldo, o time paulista chegou a nove pontos e tomou a liderança do Grupo G.

O resultado também mudou a parte de cima da tabela: a LDU, que começou a rodada na frente, caiu para a vice-liderança. A vitória deixa o Mirassol em situação confortável na disputa pela classificação à próxima fase.

A equipe da casa já havia controlado as ações no primeiro tempo e manteve o ritmo após o intervalo. Logo aos dois minutos da etapa final, em cobrança de escanteio, a bola sobrou na área e Lucas Oliveira apareceu bem para completar e abrir o placar.

Pouco depois, aos 13 minutos, Carlos Eduardo foi derrubado por Gonzalo Valle dentro da área, e o árbitro assinalou pênalti. Reinaldo assumiu a cobrança, bateu cruzado e ampliou a vantagem, encaminhando o triunfo do Mirassol.

Com a vitória, o time brasileiro fortalece sua campanha no grupo e agora depende apenas dos próprios resultados para seguir firme na briga pela vaga.

Próximos jogos

Mirassol

  • Jogo: Mirassol x Chapecoense
  • Competição: Brasileirão Série A – rodada 15
  • Data: 15 de maio de 2026 (sexta-feira)
  • Horário: 18h30 (de Brasília)
  • Local: Maião, em Mirassol (SP)

LDU

  • Jogo: Mushuc Runa x LDU
  • Competição: Campeonato Equatoriano – rodada 13
  • Data: 11 de maio de 2026 (segunda-feira)
  • Horário: 21h (de Brasília)
  • Local: Estadio COAC Mushuc Runa, em Ambato (EQU)
FICHA TÉCNICA
Mirassol 2 x 0 LDU
Competição Copa Libertadores – Rodada 4 (Grupo G)
Local Estádio José Campos Maia (Maião), Mirassol (SP)
Data 07 de maio de 2026 (quinta-feira)
Horário 19h (de Brasília)
Cartões amarelos Allala (LDU), Quinonez (LDU) e Segovia (LDU)
Cartões vermelhos Nenhum
Gols Eduardo, aos 02′ do 1ºT (Mirassol); Reinaldo, aos 16′ do 2ºT (Mirassol)
Árbitro Alexis Herrera (VEN)
Mirassol Walter; Igor Formiga, Lucas Oliveira, Walter Machado e Reinaldo; Neto Moura, Denilson (Yuri) e Shaylon (Eduardo); Carlos Eduardo (Galeano), Edson Carioca (Rodrigues) e Everton Galdino (André Luis)
Técnico do Mirassol Rafael Guanaes
LDU Gonzalo Valle; Quintero (Adé), Allala, Segovia, Quiñónez e Quinonez; Cornejo (Kevin Minda), Pretell e Villamil (Tobar); Medina (Rodney Redes) e Deyverson (Michael Estrada)
Técnico da LDU Tiago Nunes

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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