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Leilão por Pablo irrita clubes e zagueiro tem futuro indefinido

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Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo são alguns dos possíveis destinos do defensor

Da Redação

O zagueiro Pablo virou assunto em alguns dos principais clubes do Brasil. Um dos destaques do Corinthians na temporada, o defensor tem sido sondado e comentado em pelo menos quatro times, casos de Palmeiras, Atlético-MG, Flamengo e o próprio Corinthians, que chegou a dar o negócio como encerrado, mas a situação pode ser revertida. Os dirigentes apontam o empresário do atleta como motivo da indefinição.

Estado apurou que o empresário Fernando César teve conversas oficiais com o Palmeiras, Flamengo e Corinthians e representantes do Atlético-MG entraram em contato para saber a possibilidade de negócio. Valorizado, o defensor pede um salário considerado elevado pelos dirigentes, algo em torno de R$ 500 mil, além de luvas para o agente, que tem dificultado o negócio.

O Corinthians desistiu por não aceitar pagar à vista as luvas para Fernando. A sugestão foi pagar parcelado ao longo do tempo de contrato de Pablo, ideia que não foi aceita pelo agente, que temia não receber o acordado. Assim, o presidente Roberto de Andrade chegou a se manifestar publicamente dando como encerrada a negociação.

Entretanto, nos bastidores corintianos admitem até a possibilidade de reabrir negociação, caso os valores pedidos por Pablo e seu agente mudem satisfatoriamente. “Gostamos do Pablo, mas não podemos aceitar que ele ganhe mais, por exemplo, do que o Jô e o Rodriguinho e nem pagar o que agente quer de uma vez”, disse um representante da diretoria.

No outro lado, o Palmeiras viu a situação do zagueiro Pablo como uma oportunidade no mercado de transferências e chegou a ser procurado pelo empresário do defensor. Durante as conversas, o clube entendeu não precisar resolver de forma urgente a questão por entender que o setor está bem servido no momento e os valores pedidos pela agente do ex-corintiano estão muito elevados.

A diretoria palmeirense não considera ser necessário investir cerca de R$ 11,6 milhões para comprar Pablo do Bordeaux, da França, e achou a pedida salarial, de aproximadamente R$ 500 mil, muito elevada para os padrões do clube. Nesta janela o time se reforçou para a defesa com Emerson Santos, ex-Botafogo, e deve receber o retorno de Thiago Martins, que esteve emprestado para o Bahia.

Por outro lado, o Palmeiras viu em Pablo a possível reposição para a saída de Mina. O colombiano tem acordo para reforçar o Barcelona depois da Copa do Mundo. Recentemente, a imprensa espanhola publicou que o defensor poderia se transferir antes disso, em janeiro, possibilidade negada pelo clube alviverde.

Já o Atlético-MG também sonha com o jogador, mas parece o mais distante. Nesta segunda-feira, o clube passará por eleição para definir seu novo presidente. O nome de Sérgio Sette Câmara, da situação, é o favorito, e ele pretende fazer uma oferta pelo defensor.

Quanto ao Flamengo, o clube carioca também entrou em contato para saber as condições e mantém o interesse, mas assim como Palmeiras e Corinthians, querem que os valores diminuam para voltar a negociar. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: O Estado de S.Paulo

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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