MUITA DISPOSIÇÃO
JUDOCA FEMININA DE MT BUSCA MEDALHAS NA PARALIMPÍADAS DE PARIS, MUITO FOCO
Ela se sente muito emocionada em representar o Brasil
Esporte
Atleta mato-grossense está em busca de medalha nas Paralimpíadas de Paris 2024. Trata-se da atleta Érika Cheres Zoaga, 36, que irá disputar os jogos da competição em Paris, na França, entre os dias 28 de agosto a 8 de setembro. A judoca mato-grossense faz parte da seleção brasileira e compete na categoria maior que 70kg e no módulo J1, destinada a atletas cegos totais ou com percepção de luz.
A esportista comentou em entrevista recente, que o sentimento em representar o país: “a emoção é bem grande, porque cada país que vamos, que conhecemos, mais eu tenho paixão em ser brasileira, em representar o Brasil, mais orgulho me dá. Eu tenho muito orgulho de ser brasileira.”
Esportista faz parte dos 253 atletas com deficiência convocados em 20 modalidades diferentes. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), essa edição terá a maior participação feminina de todas as edições, com 116 competidoras, cerca de 45,85% do número total de atletas.
Érika nasceu com glaucoma congênito e foi apresentada ao esporte em 2006, aos 17 anos, por uma amiga, a judoca Michele Ferreira. No judô paralímpico, os atletas iniciam a luta já em contato com o quimono do adversário, e caso os lutadores percam esse contato, o duelo é interrompido.
Ela é natural de Guia Lopes da Laguna, município de Mato Grosso do Sul. Apesar de ter iniciado seus treinamentos em Campo Grande, capital sul mato-grossense, se mudou para Mato Grosso em 2017 e permanece treinando no estado.
Atualmente é atleta da Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV) e também faz parte do Projeto Olimpus MT. A atleta destaca a importância de receber tais incentivos.
“Eu tenho muito orgulho de representar Mato Grosso. De verdade. Eu fico muito feliz com o carinho que as pessoas têm com a gente, a importância que todo mundo dá para o esporte em Mato Grosso é muito boa. Então, dá um gás a mais para gente”, destacou.
Em 2022, após 16 anos praticando o esporte, Érika recebeu a primeira convocação para seleção brasileira. O momento foi uma surpresa para ela, uma vez que, não esperava o convite aos 34 anos. Desde então, com a seleção, a judoca conquistou boas vitórias em campeonatos internacionais. Os resultados mais recentes são uma prata no Grand Prix de Tiblissi, realizado em março na Geórgia, e ouro em Grand Prix de Antalya, na Turquia.
Sobre os jogos paraolímpicos, a atleta destaca que sonha em ser medalhista e trem treinado pesado junto a sua equipe. “A gente está com grandes expectativas aí, a preparação está intensa e a gente quer trazer o melhor resultado possível”.
A atleta reforça, também, a importância da família em sua trajetória. “O incentivo e o apoio da minha família faz toda a diferença nessa caminhada toda. Meu filho e meu marido são essenciais nisso tudo”.
Érika irá competir no dia 7 de agosto. Em suas redes sociais, ela compartilha vídeo dos treinamentos em contagem regressiva para o começo da edição.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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