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Jô confirma fama de ‘rei dos clássicos’ e Corinthians está na decisão do Paulista

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Rivais ficam no 1 a 1 e time alvinegro vai decidir o título com a Ponte Preta

Dizer que Jô marcou um gol em clássico  se tornou algo tão comum quanto ver o time alvinegro derrotando o São Paulo em mata-mata. A última vez que ocorreu o inverso foi em 2000. Com essa sequência, quase que rotineira, o Corinthians empatou por 1 a 1 com o rival e vai para a decisão do Campeonato Paulista contra a Ponte Preta – a final dos sonhos para muitos torcedores saudosistas, reeditando a histórica decisão de 1977.

Jô conseguiu a incrível marca de fazer cinco gols em cinco clássicos. Balançou as redes de São Paulo (três vezes), Palmeiras e Santos. O jogador ainda se envolveu mais uma vez em polêmica. Desta vez, seu gol causou revolta no adversário, por uma suposta irregularidade. 

No primeiro jogo da semifinal, o atacante escapou de receber um cartão e ficar fora da partida na arena graças a Rodrigo Caio, que admitiu ter cometido uma infração ao invés do corintiano. Neste domingo, não teve nada de fair play, pelo contrário. Nos minutos finais, com os ânimos aflorados, sobraram pancadas de todos os lados.

Ciente da necessidade de sufocar o adversário e marcar gols, Rogério Ceni escalou o São Paulo bastante ofensivo, com Gilberto, Pratto e Cueva. O Corinthians, que estreou o novo uniforme neste domingo diante de mais de 43 mil torcedores, cumpriu o prometido por Fábio Carille e marcou a saída de bola do rival, transformando o clássico em um bom jogo. Poderia ter sido ainda melhor se as equipes tivessem chutado mais ao gol.

O São Paulo, com dois atacantes altos, tinha como única jogada os cruzamentos de Wesley para a área. Quase sempre não dava em nada. A equipe quase não chutava ao gol de Cássio. O Corinthians jogava no contra-ataque e foi assim que conseguiu ter mais oportunidades. Romero chegou a acertar um chute na trave, antes do lance mais polêmico da partida.

Romero deu um pisão em Maicon, que ficou caído no gramado enquanto os jogadores do Corinthians tentavam chegar ao ataque. Na sequência do lance, o árbitro deu falta favorável ao time alvinegro, que bateu para a área e Jô desviou para o gol em posição duvidosa. O auxiliar Alex Ang Ribeiro ficou parado, claramente sem saber se validaria o gol ou não. Enquanto isso, os corintianos comemoravam e os são-paulinos reclamam e muito. Em vão.

A etapa final foi basicamente de um São Paulo desorganizado e disposto a arrumar confusão. Thiago Mendes foi expulso, mas outros poderiam ter tido o mesmo destino. Aos 38, Pratto ainda conseguiu marcar um gol, que não adiantou de nada. O Corinthians está na final e vai decidir o título em casa, justamente na partida de número 100 do clube na arena. Ao São Paulo, só resta juntar os cacos após a segunda eliminação em menos de uma semana e aproveitar as semanas sem jogos para se reerguer. 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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