Esporte
Jadson e Clayson vivem momentos opostos no Corinthians
Esporte
Experiente, meia vivia péssima fase até que acabou sacado do time. Do banco, viu o atacante entrar no clássico contra o Palmeiras e tomar conta da posição
Da Redação
Fábio Carille, técnico do Corinthians, insistiu durante várias rodadas em uma formação que não dava mais liga. Depois de derrotas seguidas, o treinador resolveu mudar para o clássico com o Palmeiras. Tirou o experiente Jadson, que vinha em péssima fase havia muito tempo, colocou em campo Clayson e bateu o rival em casa, em uma de suas melhores atuações no segundo turno.
Além de Clayson no lugar de Jadson, Camacho entrou na vaga de Maycon. Juntos, eles deram uma nova mobilidade para a equipe, que parecia travada e já bem conhecida pelos adversários. Carille demorou para fazer a mudança por não ter a certeza de que a troca faria bem ao time, mas também por respeito a Jadson, um dos atletas mais experientes do elenco e que também tem muito prestígio com os outros atletas.
O meia chegou a entrar bem no fim do clássico de Itaquera, mas parece ter perdido espaço com o treinador. A boa atuação da equipe sem o camisa 10 reforça a ideia de Carille de montar o Corinthians sem aquele que deveria ser seu principal articulador de jogadas.
Nos bastidores, Jadson não esconde a frustração pelo momento ruim e espera recuperar o seu espaço em breve. Mas não será amanhã, contra o Atlético-PR, já que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
Contra o Palmeiras, a mudança deu certo e facilitou a vida de outros jogadores. Romero, por exemplo, pareceu mais solto. A pesar da melhora ofensiva, o alvinegro ainda apresenta problemas defensivos. A maior preocupação de Carille é com as falhas de posicionamento em jogadas de bola parada. Foi assim que o Palmeiras marcou dois gols e levou mais perigo ao gol de Cássio.
O treinador perdeu uma importante peça para encarar o Atlético-PR. O volante Gabriel está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e, com isso, Carille tem três opções. Pode colocar Paulo Roberto e não mexer no esquema tático ou apostar na volta de Maycon, formando um meio de campo mais leve. Uma terceira possibilidade seria colocar Fellipe Bastos e ter uma boa opção na bola parada.
Outra ausência é o goleiro Cássio, que está com a seleção brasileira para a disputa de dois amistosos e desfalcará a equipe em três jogos (Atlético Paranaense, Avaí e Fluminense). Será a oportunidade de Walter fazer sua estreia na temporada. Após aparecer bem no ano passado, o goleiro sofreu uma lesão que o atrapalhou na disputa pela condição de titular.
O atacante Jô, artilheiro do Brasileiro com 16 gols, ao lado de Henrique Dourado, será julgado nesta quarta-feira por ter dado um chute no zagueiro Rodrigo, na partida contra a Ponte Preta. Mesmo se for condenado, poderá enfrentar o Atlético-PR.
O departamento jurídico do clube está confiante em desqualificar o artigo 254-A do CBJD, que dá pena de quatro a 12 jogos, para uma pena mínima, de uma partida.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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