Esporte
Iniesta e Morata voltam a ser convocados pela Espanha; Diego Costa segue fora
Esporte
Atacante hispano-brasileiro continua sem poder entrar em campo pelo Atlético de Madrid até janeiro
Da Redação
O técnico da Espanha, Julen Lopetegui, convocou Andrés Iniesta e Álvaro Morata para os dois próximos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo de 2018 que o país fará, nos dias 10 e 14 de novembro, contra Costa Rica e Rússia, respectivamente. O primeiro destes confrontos será em Málaga, enquanto o duelo com os russos será na casa dos adversários, em São Petersburgo.
O meio-campista do Barcelona e o atacante do Chelsea não participaram dos dois últimos jogos da seleção espanhola nas Eliminatórias Europeias para o Mundial de 2018 – vitórias por 3 a 0 sobre a Albânia e 1 a 0 contra Israel – por causa de contusões. Já o atacante Diego Costa foi preterido da lista, divulgada nesta sexta-feira por Lopetegui.
O ex-atleta do Chelsea retornou recentemente ao Atlético de Madrid, mas só poderá estrear pelo novo clube em janeiro, devido à proibição da Fifa ao time madrilenho de contratar novos jogadores até a próxima janela de transferência do futebol europeu.
O defensor Cezar Azpilicueta e o atacante Pedro Rodriguez (ambos do Chelsea), além do lateral-esquerdo Nacho Monreal (Arsenal), também ficaram fora desta lista de Lopetegui para as partidas contra costa-riquenhos e russos. O treinador espanhol preferiu testar outros jogadores na seleção.
Desta forma, ganharam uma chance o zagueiro Álvaro Odriozola, da Real Sociedad, uma das sensações do Campeonato Espanhol, o lateral-esquerdo Alberto Moreno, que tem tido bom rendimento no Liverpool, além do atacante Victor Machín, do Las Palmas, que não estava sendo convocado devido a uma lesão.
Dani Carvajal, lateral-direito do Real Madrid, e Koke, meia do Atlético de Madrid, que se recuperam de contusões, também não foram chamados por Lopetegui.
Confira a lista de convocados da Espanha:
Goleiros: Kepa Arrizabalaga (Athletic Bilbao), Pepe Reina (Napoli) e David de Gea (Manchester United);
Defensores: Álvaro Odriozola (Real Sociedad), Gerard Piqué (Barcelona), Jordi Alba (Barcelona), Nacho Fernández (Real Madrid), Sergio Ramos (Real Madrid), Marc Bartra (Borussia Dortmund) e Alberto Moreno (Liverpool);
Meio-campista: Sergio Busquets (Barcelona), Andrés Iniesta (Barcelona), Asier Illarramendi (Real Sociedad), Saúl Ñíguez (Atlético de Madrid), Thiago Alcântara (Bayern de Munique), Luis Alberto Romero (Lazio), David Silva (Manchester City), Marco Asensio (Real Madrid) e Isco (Real Madrid);
Atacantes: Álvaro Morata (Chelsea), Rodrigo Moreno (Valencia), Iago Aspas (Celta), Jesús Joauín Fernández (Milan), Víctor Machín (Las Palmas) e Jose Callejón (Napoli).
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Robert Atanasovski/ AFP Photo
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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