Esporte
Grenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
Esporte
Clássico marcado por esforço físico, mas sem criatividade: Internacional e Grêmio empataram em 0 a 0 pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, neste sábado (11.04), no Beira-Rio. O jogo de poucas oportunidades reflete o momento instável dos rivais.
O placar não ajuda ninguém. O Inter cai para o 13º lugar, com 13 pontos, enquanto o Grêmio, que acumula cinco partidas sem vitória, segue no 11º posto, também com 13 pontos.
O jogo
O primeiro tempo foi truncado, com muita marcação e zero inspiração. A melhor chance veio do Inter, aos 17 minutos: Alan Patrick explorou falha de Gustavo Martins e achou Borré, mas Weverton salvou com segurança.
No segundo tempo, o Grêmio criou sua primeira ameaça aos 13: em escanteio, Viery chutou de primeira, Rochet defendeu e Nardoni mandou por cima no rebote. Aos 27, Weverton brilhou de novo em cabeçada de Alerrandro. Aos 43, Viery foi expulso, deixando o Imortal com 10, mas o Inter não capitalizou a vantagem e parou na defesa gremista.
Próximos jogos
Internacional
Internacional x Mirassol (12ª rodada Brasileirão)
Data/horário: 19/04 (domingo), 11h (Brasília)
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Grêmio
Grêmio x Deportivo Riestra-ARG (2ª rodada Sul-Americana)
Data/horário: 14/04 (terça), 19h (Brasília)
Local: Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar | Internacional 0 x 0 Grêmio |
| Competição | Campeonato Brasileiro (11ª rodada) |
| Local | Beira-Rio, em Porto Alegre (RS) |
| Data | 11 de abril de 2026 (sábado) |
| Horário | 20h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Gustavo Martins, Pedro Gabriel e Carlos Vinícius (Grêmio); Borré, Villagra, Mercado e Bernabei (Internacional) |
| Cartões vermelhos | Viery (Grêmio) |
| Árbitro | Bruno Arleu de Araújo (RJ) |
| Assistentes | Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ) |
| VAR | Rodolpho Toski Marques (PR) |
| Internacional | Rochet; Bruno Gomes, Félix Torres, Mercado e Bernabei; Villagra (Thiago Maia), Bruno Henrique (Paulinho) e Alan Patrick (Alan Rodríguez); Carbonero (Kayky), Vitinho e Borré (Alerrandro) – Técnico: Paulo Pezzolano |
| Grêmio | Weverton; Pavón, Gustavo Martins, Viery e Pedro Gabriel (Caio Paulista); Noriega, Nardoni e Arthur; Amuzu (Gabriel Mec), Tetê (Enamorado) e Carlos Vinícius (Braithwaite) – Técnico: Luís Castro |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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