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Gabriel celebra volta ao Santos e destaca aprendizado na Europa: ‘Mais maduro’

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Atacante afirma que passagem pelo exterior fez com que ele se tornasse um jogador diferente

Da Redação

 

 

Confirmado como novo reforço do Santos nesta quinta-feira, o atacante Gabriel Barbosa, mais conhecido como Gabigol, comemorou seu retorno ao clube que o revelou para o futebol em 2013 e diz ter aprendido com sua passagem frustrada de um ano e meio na Europa.

“Passou muito rápido, né? Foi um tempo de aprendizado para mim. Estou muito feliz em voltar e poder vestir essa camisa. Esse meu amor pelo Santos vai ser eterno. Eu sou santista desde pequeno, e minha família também. Eles sabiam o quanto eu queria voltar para cá. Tem tudo para dar certo”, afirmou o atacante ao site oficial do Santos.

“Volto muito diferente, mais maduro, e com mais experiência. Porém, sigo com a mesma raça e ambição de sempre. Agora vou continuar meu ciclo aqui no Peixe, fazendo gols e ajudando a equipe”, completou.

Curiosamente, o atual presidente do Santos, José Carlos Peres, foi o grande responsável por trazer o atacante à equipe santista não só dessa vez, quando ajudou a conduzir a longa negociação com a Inter de Milão, mas também da primeira vez, em 2008, quando o mandatário indicou o nome da jovem promessa, que, na época, tinha 11 anos.

“Estou muito ansioso e empolgado para entrar em campo novamente, principalmente na Libertadores, que é um campeonato que sempre quis jogar. Quero ajudar, demonstrar meu carinho para essa torcida linda”, disse o atacante.

O novo atacante santista ainda falou sobre a música que o homenageia e diz em um trecho: “Menino da Vila, santista e cruel, vai para cima, Gabriel!”. “Essa música que fizeram ficará marcará sempre no meu coração. Eu sempre fui na Vila para cantar as letras dedicadas ao Robinho e ao Neymar. Ouvir uma música feita para mim é de arrepiar. Estou de volta, nação”, comemorou.

Na primeira passagem pela Vila Belmiro, que durou de maio 2013 até a metade de 2016, Gabriel marcou 57 gols em 157 partidas. Sua melhor temporada com a camisa santista foi em 2015, quando fez 21 gols e foi eleito revelação do Campeonato Brasileiro daquele ano. Conquistou o Campeonato Paulista em 2015 e 2016, além da medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio-2016.

Agora, sob o comando do técnico Jair Ventura, ele tem a missão de ser ao lado de Bruno Henrique a principal referência ofensiva da equipe, enfraquecida pelas saídas de Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: JF Diorio/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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