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Fluminense vence Galo fora de casa e segue 100% no Brasileirão

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Excelente resultado do time comandado pro Abel Braga contra um forte concorrente ao título nacional

Da Redação

 

O Fluminense manteve os 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro ao vencer o Atlético-MG, por 2 a 1, neste domingo à tarde, pela segunda rodada, no estádio Independência, em Belo Horizonte. O jogo foi bastante movimentado, com o mandante tendo uma postura mais ofensiva, mas com o visitante jamais abrindo mão de buscar seus gols.

Como já tinha vencido em casa o Santos, por 3 a 2, o Fluminense segue entre os líderes da tabela, com seis pontos. Já o Galo continuou com um ponto, conquistado no empate por 1 a 1 com o Flamengo, no Rio, em sua estreia no torneio.

Completando 250 jogos como técnico do Fluminense, Abel Braga fez duas mudanças. Confirmou Nogueira na vaga de Renato Chaves na defesa e optou por Gustavo Scarpa no meio de campo, voltando a ser titular depois de quase três meses fora por uma contusão no tornozelo direito.

Abel Braga já esperava a pressão inicial atleticana, que entrou sem Robinho, poupado pelo desgaste dos jogos. Ele treinou na academia sábado e não foi relacionado para o jogo, abrindo vaga para Otero. Mas as principais jogadas do Atlético eram mesmo pelas laterais, com Marcos Rocha e Fábio Santos. A defesa carioca foi bastante testada nos cruzamentos e jogo aéreo, mas deu conta do recado. O curioso é que, até então, o Fluminense não conseguia ir ao ataque.

Só que, quando teve o primeiro contra ataque, foi letal. Richarlison foi lançado em velocidade pelo lado esquerdo, entrou na área e foi derrubado por Marcos Rocha. Pênalti claro. Na cobrança, Henrique Dourado, com paradinha, matou o goleiro Victor, que caiu de joelhos em cima da linha e reclamando do tipo de batida. Alegou que o atacante parou duas vezes antes de bater na bola. Tudo legal: 1 a 0, aos 36 minutos. Terceiro do atacante no Brasileirão e o 14.º na temporada.

Este gol surpreendeu a todos no Independência e parece ter dado um apagão nos atleticanos. Dois minutos depois saiu o segundo gol do time carioca. Henrique Dourado dominou a bola pelo lado direito, fez o giro e levantou para a área, pegando a defesa desarmada. Richarlison subiu bem e cabeceou no ângulo de Victor: 2 a 0, aos 38 minutos. É o sétimo gol dele em 14 jogos – antes ele defendia o América-MG.

O jogo ficou quente e o Atlético diminuiu aos 40 minutos. Cazares cobrou escanteio em curva e o zagueiro Gabriel apareceu de trás para testar com força. A bola entrou no gol por baixo, passando entre vários jogadores. No minuto seguinte, Cazares arriscou chute de frente da área. A bola saiu forte e Diego Cavalieri teve de saltar para espalmar sobre o travessão. Um grande momento do time mineiro.

Os dois times mudaram no intervalo. O lateral Lucas, machucado, deu lugar para Renato no Fluminense. Enquanto o volante Rafael Carioca saiu para a entrada do meia Maicosuel, uma mudança ofensiva. Na pressão, o Atlético começou criar chances. Aos seis minutos, Fred recebeu na área, mas bateu por cima. O Fluminense respondeu com Henrique Dourado, que também foi acionado na área, cortou Marcos Rocha e finalizou forte. Victor saltou e espalmou por cima.

Para ficar mais agressivo, Roger Machado colocou Rafael Moura no ataque ao lado de Fred para a saída de Otero. Isso aos 15 minutos. Um minuto depois, Moura ajeitou a bola na área e fez o passe para Maicosuel que, mesmo sozinho, deu de bico por cima. Sentindo o sufoco, Abel Braga reforçou a marcação com o volante Douglas entrando no lugar de Gustavo Scarpa.

A substituição fez o sistema de marcação carioca suportar bem a pressão. A equipe visitante não permitiu as infiltrações em sua defesa e levou a melhor na bola aérea em todos os cruzamentos. Além disso, a partir dos 38 minutos passou a atuar com um jogador a menos porque Sornoza sofreu uma torção no tornozelo esquerdo e deixou o campo de carrinho maca.

Naquele momento, o Fluminense já tinha feito suas três substituições. Mesmo assim, o time carioca segurou a vitória, que ganhou ares de um feito heroico. A principal chance do empate saiu aos 50 minutos, quando Rafael Moura lançou Fred que, de cabeça, achou Elias na grande área. O atleticano finalizou, mas para fora.

Pela terceira rodada do Brasileiro, o Atlético volta a jogar no Independência, domingo, às 11 horas, diante da Ponte Preta. Antes disso, quarta-feira, às 21h45, vai até Curitiba (PR) para enfrentar o Paraná pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. No sábado, às 19 horas, o Fluminense faz o clássico contra o Vasco, em São Januário.

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO-MG 1 X 2 FLUMINENSE

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 21 de maio de 2017, domingo
Hora: 16h (de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Lucio Flor (RS) e Leirson Peng Martins (RS)
Cartões: Nogueira, Renato, Douglas, Sornoza, Richarlison e Marcos Júnior (Fluminense)
Gols: Henrique Dourado, aos 36 minutos, Richarlison, aos 38 minutos, ambos no primeiro tempo (Fluminense); Gabriel, aos 41 minutos do primeiro tempo (Atlético-MG).

ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Felipe Santana, Gabriel e Fábio Santos; Adilson, Rafael Carioca (Maicosuel), Elias e Cazares; Otero (Rafael Moura) e Fred. Técnico: Roger Machado

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Lucas (Renato), Henrique, Nogueira e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza; Scarpa (Douglas), Henrique Dourado e Richarlison (Marcos Júnior). Técnico: Abel Braga

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Rayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa

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Em sua primeira partida depois da eliminação na Copa do Mundo de 2026, o Brasil não convenceu, mas escapou da derrota. A Seleção empatou em 1 a 1 com a Austrália nesta sexta-feira, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, e só conseguiu evitar o tropeço no último lance da partida, quando Rayan cabeceou para deixar tudo igual. Irankunda, de falta, havia colocado os donos da casa na frente.

O técnico Carlo Ancelotti aproveitou o amistoso para testar e deu chances de estreia a Vitor Reis, Matheuzinho, Mauro Júnior e Jair. As mudanças, porém, não renderam o efeito esperado: a equipe apresentou um futebol pobre e ainda sofreu com as más condições do gramado.

O jogo

O primeiro susto, aliás, veio dos australianos. Aos seis minutos, Irankunda arriscou de longe e obrigou Hugo Souza a fazer boa defesa. O Brasil, atrapalhado pelo campo irregular de Townsville, demorou a se encontrar e só chegou com perigo aos 25 minutos, em chute de Estêvão para fora. Aos 37, Vinicius Júnior disparou em contra-ataque e serviu Raphinha, que finalizou por cima, com desvio. Estêvão ainda comemorou um gol aos 45 minutos, mas o tento foi anulado após revisão do VAR, por falta de Bruno Guimarães na origem da jogada.

O segundo tempo começou no mesmo ritmo lento. Sem conseguir criar, o time brasileiro só voltou a assustar aos 17 minutos, quando Vini Jr. lançou Raphinha, que invadiu a área e chutou cruzado, com muito perigo.

A Austrália soube capitalizar a fraca atuação brasileira. Aos 22 minutos, Irankunda cobrou falta com força, no alto, sem chances de defesa para Hugo Souza, e abriu o placar.

A Seleção partiu para o tudo ou nada na reta final e foi premiada no último lance. Raphinha cobrou escanteio com precisão para Rayan, que cabeceou firme. A bola desviou no goleiro Beach, tocou o travessão e entrou, garantindo o empate.

O Brasil volta a campo na terça-feira, 29, para o segundo amistoso contra a Austrália, às 7h (de Brasília), no Suncorp Stadium, em Brisbane.

ARBITRAGEM
Árbitro Ryo Tanimoto (JAP)
Assistentes Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP)
VAR Yusuke Araki (JAP)
GOLS
Irankunda Aos 22 minutos do 2º tempo (Austrália)
Rayan Aos 49 minutos do 2º tempo (Brasil)
ESCALAÇÕES
Austrália Beach; Italiano (Geria), Circati, Souttar, Herrington e Behich; Irvine (Yazbek) e Okon-Engstler (O’Neill); Metcalfe (Younis), Irankunda (McGree) e Yengi. Técnico: Tony Popovic
Brasil Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis (Jair) e Douglas Santos (Mauro Júnior); Danilo e Bruno Guimarães (Douglas Luiz); Raphinha, Estêvão (Rayan), Vini Jr. (Samuel Lino) e Endrick (Pedro). Técnico: Carlo Ancelotti

Fonte: Esportes



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