Esporte
Fluminense empata sem gols com Deportivo La Guaira na Libertadores
Esporte
O Fluminense iniciou sua jornada na Copa Libertadores da América de 2026 com um empate sem gols diante do Deportivo La Guaira, em partida válida pelo Grupo C, realizada na noite desta terça-feira em solo venezuelano. O resultado garantiu um ponto para cada equipe, que agora figuram atrás do Independiente Rivadavia, líder da chave após vencer o Bolívar por 1 a 0.
O jogo
Apesar do placar inalterado, o Fluminense demonstrou superioridade, especialmente no primeiro tempo, criando as melhores oportunidades para abrir o marcador. A chance mais clara da etapa inicial ocorreu aos 47 minutos, quando Agustín Canobbio serviu John Kennedy. O atacante tricolor, dentro da área, finalizou com força, mas esbarrou em uma defesa espetacular do goleiro Christopher Varela, que evitou o gol.
Na segunda etapa, o panorama se manteve, com o Tricolor das Laranjeiras buscando incessantemente o gol da vitória. Já nos acréscimos, aos 49 minutos, Matheus Martinelli teve a grande oportunidade de decidir o jogo. No entanto, mais uma vez, Christopher Varela brilhou, realizando nova intervenção decisiva e garantindo que o placar permanecesse inalterado até o apito final. A atuação do arqueiro venezuelano foi fundamental para o Deportivo La Guaira segurar o empate.
Próximos desafios
Com o ponto conquistado fora de casa, o Fluminense agora se prepara para seus próximos compromissos, tanto na competição continental quanto no cenário nacional.
Deportivo La Guaira:
- Jogo: Deportivo Táchira x La Guaira
- Competição: Campeonato Venezuelano – Rodada 11
- Data: 10 de abril de 2026 (sexta-feira)
- Horário: 19h30 (horário de Brasília)
- Local: Estádio Polideportivo de Pueblo Nuevo, San Cristóbal (VEN)
Fluminense:
- Jogo: Fluminense x Flamengo
- Competição: Brasileirão Série A – Rodada 11
- Data: 11 de abril de 2026 (sábado)
- Horário: 18h30 (horário de Brasília)
- Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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