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Fluminense e Atlético-MG empatam em partida eletrizante no Brasileirão

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Em um jogo repleto de emoções e reviravoltas, neste sábado (04.05), pela 5ª rodada do Brasileirão, Fluminense e Atlético-MG se enfrentaram em um confronto cheio de gols e momentos decisivos, que terminou com o placar de 2 a 2.

O jogo foi marcado por viradas e atuações inspiradas de alguns jogadores-chave de ambas as equipes.

No primeiro tempo, o Fluminense abriu o placar logo aos 3 minutos, com um gol de Cano após bela jogada de Marquinhos e Douglas Costa. A etapa final reservou ainda mais emoções, com o técnico Fernando Diniz promovendo mudanças que deram resultado imediato.

Aos 16 minutos da segunda etapa, Alexsander e Renato Augusto entraram em campo e, em apenas um minuto, brilharam. Renato ampliou a vantagem do Fluminense após erro na saída de bola do goleiro Éverson. No entanto, o Atlético-MG não se deu por vencido e, com as entradas de Vargas e Igor Gomes, conseguiu reagir.

Logo aos 28 minutos, Vargas marcou dois gols em cinco minutos e empatou a partida para o Galo. A equipe comandada por Gabriel Milito buscou a virada nos minutos finais, mas Fábio fez importantes defesas para garantir o empate.

Com o resultado, o Fluminense segue na 14ª posição, com 5 pontos, enquanto o Atlético-MG se mantém momentaneamente em 2º lugar, com 9 pontos. Na próxima rodada, o Galo recebe o Grêmio, enquanto o Fluminense visita o São Paulo.

A torcida foi ao delírio com a emoção do jogo e a demonstração de garra das duas equipes, que proporcionaram um espetáculo memorável aos fãs do futebol.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 2 X 2 ATLÉTICO-MG

Local: Estádio Kleber Andrade, em Cariacica (ES)
Data: 04.04.2024
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Fifa-SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Diogo Barbosa, Felipe Melo, Cano, Ganso e Arias (Fluminense); Jemerson e Paulinho (Atlético-MG)

GOLS
FLUMINENSE: Cano, aos 3min do primeiro tempo; Renato Augusto, aos 15min do segundo tempo
ATLÉTICO-MG: Vargas, aos 27 e 33min do segundo tempo

FLUMINENSE: Fábio, Marquinhos, Manoel, Felipe Melo (Felipe Andrade) e Marcelo; Martinelli, Lima (Terans), Paulo Henrique Ganso (Renato Augusto) e Jhon Arias; Douglas Costa (Alexsander) e Germán Cano (Kauã Elias). Técnico: Fernando Diniz

ATLÉTICO: Everson, Saravia, Jemerson (Romulo), Battaglia e Arana; Otávio, Alan Franco, Zaracho (Igor Gomes) e Gustavo Scarpa (Alisson); Paulinho (Cadu) e Hulk (Vargas). Técnico: Gabriel Milito





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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