Esporte
Flamengo vence o Corinthians e assume a liderança provisória do Brasileirão
Esporte
Neste sábado (11.05), o Flamengo venceu o Corinthians por 2 a 0 no estádio do Maracanã, em partida válida pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O jogo foi marcado pela superioridade rubro-negra no primeiro tempo e pela brilhante atuação do goleiro Rossi, que fez grandes defesas para garantir a vitória do Flamengo.
O Corinthians começou bem, com Paulinho cabeceando ao gol já aos 4 minutos, mas Rossi espalmou a bola e Cacá finalizou por cima do gol no rebote. No entanto, o Flamengo rapidamente tomou controle do jogo e dominou o primeiro tempo, obrigando o goleiro Carlos Miguel a fazer grandes defesas.
Aos 19 minutos, o Flamengo abriu o placar com um belo gol de Pedro. O atacante recebeu um ótimo passe de Lorran pelo lado direito da área, deixou Torres no chão e bateu de bico, contando com uma falha de Carlos Miguel para marcar o gol.
No segundo tempo, o Corinthians teve duas grandes oportunidades de empatar, mas Rossi brilhou novamente, defendendo as tentativas de Yuri Alberto e Cacá, essa à queima-roupa.
Aos 17 minutos do segundo tempo, Lorran coroou sua grande atuação marcando o gol da vitória. Cacá foi pressionado por dois marcadores no meio-campo, foi desarmado, e Gerson arrancou antes de tocar na medida para Lorran, que chutou no cantinho para fechar o placar.
Com essa vitória, o Flamengo segue em alta no Campeonato Brasileiro e chega a liderança provisória do Brasileirão. Já o Corinthians sofre sua segunda derrota consecutiva e precisa se recompor para voltar ao caminho das vitórias.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 0 CORINTHIANS
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Data: 11 de maio de 2024, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Ramon Abatti Abel (FIFA-SC)
Assistentes: Alex dos Santos (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC)
VAR: Rodolpho Toski Marques (VAR FIFA – PR)
Gols: Pedro, aos 20 do 1ºT, Lorran, aos 18 do 2ºT (Flamengo)
Cartões amarelos: Romero (Corinthians); Léo Pereira (Flamengo)
FLAMENGO: Rossi; Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Allan, De La Cruz (Victor Hugo) e Lorran (Léo Ortiz); Gerson, Everton Cebolinha (Luiz Araújo) e Pedro (Gabigol). Técnico: Tite.
CORINTHIANS: Carlos Miguel; Félix Torres, Gustavo Henrique e Cacá (Coronado); Fágner (Léo Mana), Paulinho (Yuri Alberto), Breno Bidon, Rodrigo Garro (Biro) e Hugo; Romero (Gustavo Mosquito) e Wesley. Técnico: António Oliveira.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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