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Fagner se machuca em treino e vira dúvida para o clássico com o Palmeiras

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Lateral corintiano fica no chão após dividida com Giovanni Augusto; Léo Príncipe termina treino no time titular

Da Redação

 

O Corinthians ganhou mais um problema para o clássico contra o Palmeiras. O lateral Fagner sofreu uma pancada no tornozelo direito no treino desta quinta-feira pela manhã, no CT Joaquim Grava, e deixou a atividade logo no início. Sua presença no jogo de domingo, às 17 horas, no Itaquerão, pelo Campeonato Brasileiro, ainda é incerta. O substituto de Fagner foi Léo Príncipe após o titular se lesionar.

O lance aconteceu logo no início do treino, em uma dividida com Giovanni Augusto. Não foi possível ver o lance da contusão, pois a imprensa ficou bastante distante do campo de jogo para garantir a privacidade do elenco, a pedido da comissão técnica. Fagner ficou deitado com a mão no tornozelo e foi encaminhado para a parte interna do CT.

O time titular que iniciou o treinamento após Fagner se machucar teve a seguinte formação: Cássio; Léo Principe, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel, Camacho, Romero, Rodriguinho e Clayson; Jô.

Com essa escalação inicial, o técnico Fabio Carille conservou Jadson e Maycon no banco de reservas, como havia feito no treinamento de quarta-feira, quando promoveu as entradas de Camacho e Clayson no time titular. Recuperado de lesão muscular, Paulo Roberto treinou na lateral direita do time reserva.

No final do treino realizado na manhã desta quinta, Carille fez nova experiência. Tirou Gabriel e recolocou Jadson entre os titulares. O treinador quis observar o esquema 4-1-4-1, com Camacho à frente da zaga.

O Corinthians lidera o Brasileirão, com 59 pontos, quatro à frente justamente do Palmeiras, que precisa vencer para aumentar as suas chances de lutar pelo título nacional nesta reta final da competição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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