COM APOIO DA SECEL
Equipe de Mato Grosso conquista 47 medalhas no Mundial Kids de Jiu-Jitsu Esportivo
A equipe infantil se consagrou campeã geral do evento, com 10 medalhas de ouro, 16 de prata e 21 de bronze
Esporte
A equipe Mato Grosso se consagrou campeã geral do Campeonato Mundial Kids de Jiu-Jitsu Esportivo 2024, com 47 medalhas, sendo 10 de ouro, 16 de prata e 21 de bronze. Realizado pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE), o evento esportivo ocorreu no sábado (30.11) e domingo (01.12), em São Paulo (SP). A viagem dos 88 atletas infantis contou com o apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).
“Queremos agradecer o nosso secretário, David Moura e também o governador, Mauro Mendes, por ter nos ajudado com esses ônibus que levaram nossos atletas para representar o Estado. E aí está o resultado”, ressalta o presidente da Federação de Jiu-jitsu Esportivo do Estado de Mato Grosso, Paulo Cesar Venâncio.
Outra delegação mato-grossense de Jiu-Jitsu Esportivo também representou o Estado no Campeonato Mundial Juvenil, Adulto e Master, realizado nos dias 23 e 24 de novembro, também em São Paulo (SP). Com a participação de 39 atletas inscritos, a equipe Mato Grosso conquistou 17 medalhas, sendo 5 de ouro, 2 de prata e 10 de bronze.
A logística para a participação da equipe Mato Grosso nos dois campeonatos contou com o apoio da Secel, com a disponibilização de dois ônibus. No total, somando os dois eventos, Mato Grosso acumulou 64 medalhas, consolidando o nome de Mato Grosso como referência nacional no Jiu-Jitsu Esportivo.
“Parabéns ao excelente desempenho da equipe Mato Grosso, que vem se destacando em competições estaduais e nacionais. Vale lembrar que em julho deste ano, a equipe foi bicampeã no Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Esportivo. Agradeço a dedicação de todos os profissionais e atletas, e ao Governo do Estado pelo apoio nessas conquistas expressivas”, complementa Venâncio.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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