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Emery diz que Neymar pode voltar a jogar pelo PSG ainda nesta temporada europeia

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Inicialmente, a previsão era de que o atacante só pudesse voltar a jogar no início de junho

 

Da Redação

O técnico do Paris Saint-Germain, Unai Emery, revelou nesta sexta-feira que Neymar poderá fazer a sua volta aos gramados pelo time ainda nesta temporada europeia. O treinador fez essa revelação em entrevista coletiva concedida dois dias antes do clássico com o Monaco, neste domingo, no estádio Parque dos Príncipes, onde a sua equipe terá a chance de garantir o título do Campeonato Francês.

O comandante destacou que exames realizados pelo astro na última quarta-feira, no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, apontaram bons resultados depois de ele ter sido submetido a uma cirurgia no quinto metatarso do pé direito, no dia 3 de março, no mesmo local. Por isso, Emery revelou que passou a existir esta possibilidade de contar com o craque em campo na reta derradeira desta temporada na Europa, que acaba em maio.

Inicialmente, a previsão era de que o atacante só pudesse voltar a jogar no início de junho, mas o técnico do PSG revelou nesta sexta: “Neymar está perto de voltar, todos os exames médicos foram bons. Quando chegar aqui, terá seguramente vontade de jogar. Talvez dê tempo de jogar alguns jogos no final da temporada”.

O astro do PSG se lesionou em partida contra o Olympique de Marselha, pelo Campeonato Francês, no dia 25 de fevereiro, quando ajudou a sua equipe a derrotar o adversário por 3 a 0. Por causa da lesão, ele acabou ficando fora da partida de volta das oitavas de final da Liga dos Campeões, contra o Real Madrid, em Paris, onde o time da casa acabou sendo eliminado com uma derrota por 2 a 1, no dia 6 de março, depois de já ter sido batido por 3 a 1 na partida de ida.

Neymar continua no Brasil em processo de recuperação e sua volta à França para se reapresentar ao PSG ainda não tem data confirmada, sendo que o Hospital Mater Dei não se pronunciou sobre os exames realizados pelo jogador nesta semana, assim como o médico da CBF, Rodrigo Lasmar, responsável pela cirurgia e pela reavaliação, ainda não comentou sobre os resultados destes exames.

Quando concordou em permitir que o atacante fosse operado no Brasil, o PSG acertou com a CBF que as informações sobre o quadro clínico seriam passadas em conjunto e mais para o fim do processo de recuperação. A informação, porém, é de que a reabilitação tem sido positiva, com boa consolidação do local da fratura.

Após ser submetido a exames na quarta-feira, ele pernoitou em Belo Horizonte e retornou na manhã de quinta a Mangaratiba (RJ), onde realiza o processo de recuperação em uma grande estrutura montada para isso em sua mansão na cidade.

Caso volte a atuar ainda nesta temporada pelo PSG e prove que está plenamente recuperado, o atacante também poderia participar do amistoso de 3 de junho contra a Croácia, em Liverpool, preparatório para a Copa do Mundo, na qual o Brasil estreará no dia 17 do mesmo mês, contra a Suíça, na Rússia.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Stephane Mahe

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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