Esporte
Emerson Sheik assina até fim de junho e está de volta ao Corinthians
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Atacante de 39 anos retorna ao clube onde foi campeão da Libertadores e mundial
Da Redação
Um dos grandes ídolos da história recente do Corinthians, Emerson Sheik está de volta ao clube para uma terceira passagem. Nesta segunda-feira, o time alvinegro surpreendeu e anunciou o retorno do atacante de 39 anos, que vem de uma temporada apagada pela Ponte Preta em 2017.
Emerson marcou seu nome na história do Corinthians em 2012, quando foi decisivo para a conquista da Libertadores e levantou também a taça do Mundial de Clubes. A tendência é que o atacante encerre a carreira no time paulista. Até por isso, o contrato assinado é curto, com duração somente até junho.
O jogador chegou ao Corinthians pela primeira vez em 2011 e foi importante na conquista do Campeonato Brasileiro daquele ano. Mas foi no ano seguinte que se estabeleceu de vez na história do clube, ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o Boca Juniors na decisão da Libertadores e dar o sonhado título do torneio à torcida.
Emerson ficou no clube até 2014 e conquistou ainda a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Paulista de 2013, antes de sair por empréstimo ao Botafogo. Voltou em 2015 e participou do início da campanha do título brasileiro daquele ano, mas após a eliminação na Libertadores diante do Guaraní-PAR, foi negociado com o Flamengo.
No total, Emerson atuou em 157 partidas com a camisa do Corinthians, com 26 gols marcados. Ele ainda acumulou passagens por clubes como São Paulo e Fluminense, no Brasil, além de Kawasaki Frontale e Urawa Red Diamonds, no Japão, Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, e Al Sadd, no Catar.
Por mais que não seja sua característica, o veterano pode se tornar uma opção para substituir Jô, artilheiro do ano passado, que foi para o Nagoya Grampus, do Japão. O Corinthians ainda não acertou uma contratação para a posição e tem agora Emerson, Júnior Dutra, Kazim e Lucca como possíveis candidatos a herdar a vaga.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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