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Eleito melhor do jogo, Luan exalta atuação do Grêmio; Grohe minimiza ‘milagre’

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Outro destaque da vitória no Equador, Edílson celebra volta do futebol da equipe

Da Redação

 

Com dois gols marcados, Luan foi eleito o melhor jogador em campo pela Conmebol na ótima vitória por 3 a 0 sobre o Barcelona de Guayaquil que o Grêmio conquistou na noite desta quarta-feira, no Equador, no confronto de ida nas semifinais da Copa Libertadores. Depois do duelo, porém, o atacante preferiu não ficar se vangloriando pela sua atuação e ressaltou que todos da equipe gremista mereciam ser premiados.

“Nossa equipe joga muito bem dentro e fora de casa, e isso prevaleceu mais uma vez hoje (quarta-feira). Hoje fui escolhido o melhor do jogo, mas dava para dar o prêmio para qualquer um do nosso time. Pelo que a equipe fez hoje, a equipe está de parabéns”, afirmou Luan, em entrevista ao SporTV, ainda no gramado do estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil.

Recuperado recentemente de lesão, o atacante admitiu que não conseguiu render o que gostaria nas partidas contra Corinthians (empate por 0 a 0, em São Paulo) e Palmeiras (derrota por 3 a 1, em Porto Alegre) nas rodadas anteriores do Campeonato Brasileiro. Porém, ele disse que no Equador atingiu a condição ideal para poder voltar a brilhar com a camisa gremista.

“Me senti bem. Nos jogos contra Corinthians e Palmeiras eu ainda estava voltando a atuar. Então ainda faltava o ritmo de jogo, que só os treinos não dão, e eu pude readquiri-lo agora e estar 100%”, comemorou Luan, que dividiu protagonismo principalmente com o goleiro Marcelo Grohe, autor de uma defesa milagrosa no início segundo tempo quando o seu time vencia por 2 a 0 e começava a ser pressionado pelos adversários.

Aos 2 minutos da etapa final, ele saltou para defender um forte chute de Ariel, já da pequena área, e com um dos braços fez o que parecia ser impossível ao evitar o gol. Entretanto, o jogador exibiu humildade ao comentar o seu feito, que ocorreu pouco antes de Luan fazer 3 a 0 para o Grêmio aos 5 minutos.

“Era o que eu tinha que fazer naquele chute do Ariel e eu fiz a defesa”, afirmou Grohe, se referindo ao fato de que agiu com puro reflexo e acabou também levando um pouco de sorte por ter “adivinhado” para onde a bola iria após a finalização do atacante.

EDÍLSON TAMBÉM BRILHA

Outro principal nome da grande vitória gremista na noite desta quarta-feira foi o lateral-direito Edílson. Ele foi o autor de um belo gol de falta para abrir 2 a 0 para o time gaúcho e depois fez grande jogada no lance em que deu assistência para Luan garantir o 3 a 0.

“Sei o que eu posso produzir, sei o que a equipe pode produzir e acho que a gente fez um grande jogo. Não foi meu primeiro gol de falta na carreira, já fiz outros até mais bonitos que esse. A gente fica feliz pela equipe, pelo que apresentou, porque a gente não vinha se apresentando muito bem”, afirmou o jogador, em entrevista ao SporTV.

Edílson também fez questão de dividir os méritos de sua atuação com o restante da equipe gremista. “(Depois dos jogos) diante do Botafogoe do Corinthians, a gente falou que precisava vencer de qualquer jeito, até recuperar o bom futebol. Contra o Barcelona, deu para vencer jogando bem. Não só eu, toda a equipe jogou muito bem, se comportou muito bem, deu poucas chances ao adversário. Por isso que foi esse grande resultado”, completou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Rodrigo Buendía / AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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