40ª Edição
DICAS PARA SE PREPARAR PARA CORRIDA DE REIS
A maior prova do Centro-Oeste e nesta edição chegou com 20 mil inscritos, com percurso de 10 km
Esporte
A 40ª Corrida de reis será realizada nesse domingo (12), em Cuiabá é considerada a maior prova do Centro-Oeste, nesta edição chegou com 20 mil inscritos. O percurso é de 10 km, com chegada no Sesi Papa. Os corredores precisam se organizar para chegar com antecedência para a largada, que ocorre na Ponte Sérgio Motta, em Várzea Grande e está dividida de acordo com as categorias: Atletas Especias às 6h:30, Elite Feminina às 6h:45, Elite Masculina, Pelotão Vip e Geral às 7h:00.
“Os atletas de Elite têm um espaço específico, onde a arbitragem, junto com o diretor técnico, faz toda a triagem para conferir se são atletas da Elite mesmo. A medida que vai acontecendo a largada, a gente vai chamando cada categoria”, explicou a coordenadora de promoção da saúde do Sesi e diretora técnica da prova, Dayane Barbosa.
O competidor deve se manter dentro do pelotãoE para o qual se inscreveu. Ou seja, se o participante invadir o pelotão de Elite, também estará fora da competição.
Lembre-se, desacatar outro atleta, o público, a arbitragem ou os organizadores, além de ser falta de educação, cabe eliminação.
O competidor que for desleal com os demais participantes, seja empurrando, cortando caminho, pegando carona ou outras formas de burlar as normas da prova para alcançar qualquer tipo de vantagem, também estará fora da disputa.
O atleta que trocar ou ceder o número ou chip eletrônico a outro atleta inscrito ou não inscrito na prova, será desclassificado. Inclusive, aquele que não usar o número de peito corretamente fixado e aberto na parte frontal da camiseta também será eliminado.
São entregues aos cinco primeiros colocados (feminino e masculino) prêmios no valor de R$ 40, R$ 10, R$ 5, R$ 3 e R$ 2 mil.
Já para a categoria PCD, os primeiros colocados receberão o prêmio de R$ 1 mil. Para o geral (feminino e masculino), o valor da premiação é de R$ 300 aos primeiros colocados de cada faixa etária.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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