nesta quinta-feira (24)

Cuiabá entra em campo contra o Vasco em batalha por permanência na série A

A partida terá transmissão ao vivo pelo canal Premiere

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Esporte

Foto: AssCom Dourado

O Cuiabá entra em campo nesta quinta-feira (24), para enfrentar o Vasco no estádio São Januário, às 18h (horário de Mato Grosso), em um jogo decisivo pela 30ª rodada do Brasileirão. O Dourado, que ocupa a 19ª posição com 27 pontos, precisa de uma vitória urgente para tentar escapar do rebaixamento. O time vem de um empate contra o Atlético-GO e segue na vice-lanterna da competição.

O Vasco, por sua vez, ocupa a 10ª posição com 37 pontos e busca se recuperar após a eliminação na Copa do Brasil em casa, onde empatou por 1×1. Mesmo com essa eliminação recente, o clima em São Januário promete ser intenso, já que os torcedores do Vasco esgotaram todos os ingressos em menos de seis horas de venda, garantindo casa cheia.

A partida terá transmissão ao vivo pelo canal Premiere. O Cuiabá entra em campo com um desafio adicional: quebrar um tabu contra o Vasco. O Dourado nunca venceu o time carioca em confrontos anteriores.

Até o momento, o Vasco venceu o Cuiabá em duas ocasiões, ambas em 2023. Além disso, os dois times já se enfrentaram pela Copa do Brasil em 2015, quando ocorreram dois empates. Portanto, além da necessidade urgente de uma vitória para escapar da zona de rebaixamento no Brasileirão, o Cuiabá busca sua primeira vitória histórica contra o Vasco.

No confronto desta quinta-feira contra o Vasco, o técnico Bernardo terá que lidar com a ausência do volante Lucas Mineiro, suspenso após receber o terceiro cartão amarelo. No entanto, o treinador do Cuiabá contará com reforços importantes: Lucas Fernandes e Matheus Alexandre, que estavam suspensos, retornam ao time e estarão disponíveis para a partida.

Outro destaque é o retorno de Derick Lacerda, que vinha treinando à parte por questões disciplinares, mas volta a ser opção no banco de reservas.

Com os retornos de Lucas Fernandes e Matheus Alexandre, a provável escalação do Cuiabá para o confronto contra o Vasco deve ser a seguinte:

Walter, Matheus Alexandre, Marllon, Bruno Alves, Alan Empereur, Ramon Fernando Sobral, Lucas Fernandes, Gustavo Sauer, Clayson, Isidro Pitta.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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