na Arena Pantanal

Cuiabá e Flamengo se enfrentam pela oitava vez às 18h na Arena Pantanal

O favoritismo é absoluto do Rubro-Negro, já que foi derrotado apenas uma vez

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Esporte

Foto: divulgação Cuiaba

Nesta quarta-feira (20), o Cuiabá enfrenta o Flamengo pela oitava vez, na Arena Pantanal, com a partida marcada para às 18h.

O favoritismo é claro para o time rubro-negro, que foi derrotado apenas uma vez pelo Cuiabá. A única vitória auriverde ocorreu em agosto de 2023, quando o time venceu por 3 a 0 em casa. Esse jogo também ficou marcado pela multa aplicada pela Justiça Desportiva ao Dourado, devido à cobrança de ingressos com preços abusivos.

No histórico geral dos confrontos, o Flamengo venceu quatro vezes, empatou duas e perdeu apenas uma. O time rubro-negro marcou 9 gols e sofreu 6. Todos os jogos ocorreram no contexto da Série A do Campeonato Brasileiro.

Os primeiros encontros aconteceram em 2021, com uma vitória do Flamengo por 2 a 0 e um empate sem gols. Em 2022, o Mengão venceu por 2 a 0 na 12ª rodada, com gols de Ayrton Lucas e Gabigol. Na partida de volta, o Flamengo ganhou por 2 a 1, com gols de França e Marinho, enquanto Gava marcou para o Cuiabá.

No ano passado, o Cuiabá conquistou um feito histórico ao vencer o Flamengo pela primeira vez, com um expressivo 3 a 0. Sob os gritos de “olé”, o time então comandado por António Oliveira balançou as redes com Matheus Alexandre, Clayson e Deyverson. Na partida de volta, pela 37ª rodada, o Flamengo venceu por 2 a 1 no Maracanã, com gols de Luiz Araújo e Pedro, enquanto Clayson marcou para o Dourado.

O último confronto entre as equipes terminou empatado em 1 a 1. Derik Lacerda abriu o placar para o Flamengo, mas Walter garantiu a igualdade para o Cuiabá.

Sem vencer e sem marcar gols há cinco rodadas, o Dourado precisa reencontrar o caminho das vitórias para ainda sonhar com a permanência na Série A, embora as chances sejam mínimas, com menos de 2% de probabilidade. Atualmente, o time ocupa a 19ª posição, com 29 pontos, a oito do Criciúma, primeiro fora da zona de rebaixamento.

Já o Flamengo, comandado por Felipe Luís, chega embalado pelo título da Copa do Brasil, conquistado diante do Atlético-MG, e ocupa a 4ª posição, com 59 pontos.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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