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Cruzeiro e Bahia empatam no Mineirão e seguem na disputa pelo G6 do Brasileirão

O confronto terminou empatado em 1 a 1, com gols de Gabriel Verón para o Cruzeiro e Luciano Rodríguez para o Bahia

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Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Em um duelo crucial pelo G6 do Campeonato Brasileiro, Cruzeiro e Bahia se enfrentaram nesta sexta-feira no Mineirão, em partida válida pela 30ª rodada da competição. O confronto terminou empatado em 1 a 1, com gols de Gabriel Verón para o Cruzeiro e Luciano Rodríguez para o Bahia.

Com o resultado, o Cruzeiro, que almejava entrar no G6, permanece na oitava posição com 44 pontos. Já o Bahia, que conseguiu arrancar um empate fora de casa, continua na sexta colocação, somando 46 pontos.

O Jogo

O primeiro tempo foi marcado por um equilíbrio entre as equipes, com poucas chances claras de gol. No entanto, o Cruzeiro conseguiu abrir o placar aos 16 minutos do segundo tempo. Matheus Pereira conduziu a bola pelo meio e fez um passe preciso para Gabriel Verón, que, dentro da área, finalizou com categoria na saída do goleiro Marcos Felipe.

O Cruzeiro chegou a ampliar o marcador aos 25 minutos, quando Kaio Jorge balançou as redes. Contudo, após revisão do VAR, o gol foi anulado devido a um impedimento, mantendo o placar em 1 a 0 para os mineiros.

O Bahia não se deu por vencido e, aos 37 minutos, conseguiu o empate. Em um contra-ataque veloz pela direita, Ademir cruzou para a área, encontrando Luciano Rodríguez livre de marcação. O atacante não desperdiçou a oportunidade e igualou o placar, garantindo um ponto valioso para os visitantes.

Próximos compromissos

O Cruzeiro agora volta suas atenções para a Copa Sul-Americana, onde enfrentará o Lanús na próxima quarta-feira (23), no Mineirão, pela semifinal da competição. Pelo Brasileirão, o próximo desafio será contra o Athletico-PR, no sábado (26), às 18h30, na Ligga Arena.

O Bahia, por sua vez, terá um pouco mais de tempo para se preparar antes de enfrentar o Vasco da Gama no dia 28 de outubro, uma segunda-feira, às 21h, no Estádio São Januário.

Ambas as equipes seguem firmes na disputa por uma vaga no G6, e os próximos jogos serão decisivos para suas pretensões no campeonato.

FICHA TÉCNICA

CRUZEIRO 1 X 1 BAHIA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 18/10/2024
Horário: 21h30(de Brasília)
Árbitro: Flavio Rodrigues De Souza (Fifa-SP)
Cartões amarelos: Matheus Pereira (Cruzeiro); Everton Ribeiro e Luciano Juba (Bahia)
Gols: Gabriel Verón, aos 16′ do 2ºT (Cruzeiro); Luciano Rodríguez, aos 37′ do 2ºT (Bahia)

CRUZEIRO: Cássio; William, João Marcelo, Villalba e Marlon; Lucas Romero, Walace (Peralta) e Matheus Pereira; Barreal (Jhosefer), Gabriel Verón (Mateus Vital) e Kaio Jorge. Técnico: Fernando Diniz

BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba (Iago); Cauly (Ademir), Jean Lucas e Everton Ribeiro; Biel (Rafael Ratão), Thaciano (Carlos de Pena) e Everaldo (Luciano Rodríguez). Técnico: Rogério Ceni

Fonte: Agência Esporte –  https://agenciaesporte.com.br/cruzeiro/cruzeiro-e-bahia-empatam-no-mineirao-e-seguem-na-disputa-pelo-g6-do-brasileirao/

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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