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Cruzeiro e América-MG empatam em clássico equilibrado na semifinal do Mineiro

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Em um duelo marcado por tensão e momentos decisivos, Cruzeiro e América-MG ficaram no empate por 1 a 1 neste domingo (data), no Mineirão, pela primeira partida das semifinais do Campeonato Mineiro. Gabigol abriu o placar para o Cabuloso de pênalti ainda no primeiro tempo, mas o Coelho reagiu na segunda etapa com um golaço de Cauan Barros.

Primeiro tempo

O Cruzeiro saiu melhor em campo e controlou as ações iniciais do clássico. Aos 41 minutos da etapa inicial, o árbitro Anderson Daronco marcou pênalti após Matheus Pereira ser atingido dentro da área – decisão confirmada pelo VAR. Gabigol assumiu a responsabilidade e converteu com classe: bateu no canto esquerdo e venceu o goleiro Jori González para colocar os donos da casa em vantagem.

Reação heroica do Coelho

Na segunda etapa, o América-MG ajustou o posicionamento e passou a pressionar com mais intensidade. Aos 31 minutos (aos 31 do segundo tempo), após troca rápida de passes na intermediária ofensiva, Cauan Barros recebeu a bola à frente da área e arriscou um chute de longa distância. A trajetória foi desviada por um defensor cruzeirense no caminho, enganando o goleiro Cássio e garantindo o empate mineiro. O gol inflamou a torcida visitante e manteve vivo o sonho do Coelho de chegar à final estadual.

Equilíbrio define o confronto

O placar refletiu as nuances do jogo: o Cruzeiro aproveitou sua experiência em momentos-chave (como na cobrança de pênalti), enquanto o América-MG mostrou resiliência para buscar o resultado fora de casa. Com mais uma semana até o jogo da volta – já que não há jogos no meio da semana –, ambos os times terão tempo para aprimorar estratégias e recuperar desgastes físicos.

Próximo capítulo no sábado

A vaga na final do Campeonato Mineiro será definida no próximo sábado (data), novamente no Mineirão. O empate mantém tudo em aberto: qualquer vitória simples classifica o vencedor; em caso de novo empate (com exceção do 0 a 0 ou 1 a 1), a decisão vai para os pênaltis. Se repetirem o mesmo placar (1 a 1), quem avançará será o time com melhor campanha na fase classificatória – critério que beneficia o Cruzeiro hoje.

Enquanto isso, as torcidas já antecipam um duelo ainda mais dramático: será que Gabigol brilhará novamente? Ou Cauan Barros consolidará seu momento como herói do Coelho? O Mineirão promete ferve!

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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