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Corinthians termina ano com derrota para o Grêmio e tem Sul-Americana como consolo

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Da Redação

Corinthians encerrou com derrota a temporada. Perdeu por 1 a 0 para o Grêmio neste domingo, em Porto Alegre, em jogo no qual mais uma vez mostrou toda a sua limitação e falta de ousadia. Menos mal que ao menos confirmou vaga na Copa Sul-Americana ao ficar em 13º lugar no Campeonato Brasileiro, com 44 pontos. Os gaúchos conseguiram o que queriam: confirmar a classificação direta na Copa Libertadores, ou seja, na fase de grupos, ao terminar em quarto lugar, com 66 pontos.

Resta à torcida do Corinthians, agora, esperar por um 2019 melhor. O treinador deve ser Fabio Carille, no lugar de Jair Ventura, cujo trabalho foi bastante fraco. E um bom reforço, ao menos, está próximo de chegar: Richard, volante que disputou o Brasileiro pelo Fluminense.

O Corinthians simplesmente não jogou no primeiro tempo. O time passou todo o tempo recuado, mais preocupado em tentar não deixar o Grêmio levar perigo ao gol de Cássio do que em buscar a criação de jogadas ofensivas. Não deu certo, claro. Os gaúchos pressionaram bastante, não demoraram muito para abrir vantagem e poderiam até ter construído uma diferença mais confortável.

Apesar de ter como objetivo apenas marcar, o Corinthians permitia ao Grêmio trocar a bola com tranquilidade, girar as jogadas de um lado para o outro e dominar completamente a partida. Assim, o primeiro gol não demorou a sair. Aos 11 minutos, os gaúchos penetraram tocando a bola, que chamou a Alisson. O atacante cruzou, a bola desviou em Henrique e Jael se antecipou a Cássio para tocar de cabeça.

O Grêmio criava chances sucessivas. Aos 14, Jael serviu Everton, que deu um drible desconcertante em Léo Santos, deixando-o estatelado no chão, e chutou na trave. Em seguida, Everton enfileirou três adversários, dentro da área  corintiana, mas seu chute acabou desviado.

Pouco depois, o Corinthians teve a única chance de gol na etapa, num lance em que Romero recebeu na área, mas chutou mal, por cima.

Os donos da casa nem se coçaram. Mantiveram o domínio e continuaram rodando a área de Cássio. Aos 31, Alisson quase marcou de cabeça. O time teria ainda mais algumas oportunidades antes de a etapa terminar, todas assistidas com complacência pelos jogadores do time paulista.

O Corinthians voltou um pouco mais agressivo na etapa final, com os jogadores mais agrupados e procurando ocupar espaços no campo do Grêmio. Aos 6 minutos, Romero teve boa chance na frente de Paulo Victor, mas não conseguiu encerrar seu jejum de gols. Os gaúchos diminuíram o ritmo, mas continuaram apostando no toque de bola e nas jogadas pelos lados do campo.

A partida ficou equilibrada, mas o nível caiu. As jogadas passaram a se concentrar mais no setor intermediário do campo, com poucos lances de penetração.

A partir dos 30 minutos, o Corinthians passou a ficar mais no campo Grêmio, tentando atacar em busca do empate. Mas, então, o fraco poder ofensivo do time de Jair Ventura se fez presente mais uma vez: a dificuldade de concluir as jogadas, mesmo nos momentos em que o Grêmio errava, era irritante.

Se ao Corinthians falta talento, ao Grêmio, na parte final do jogo de ontem, faltou interesse. Acomodado pela vitória que lhe garantia a vaga na fasde de grupos da Libertadores, esperou o tempo passar para comemorar. O Corinthians, por sua vez, nada tem a festejar nesse melancólico fim de temporada.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO 1X0 CORINTHIANS

GRÊMIO – Paulo Victor; Léo Moura (Matheus Henrique), Michel, Kannemann e Cortez; Maicon (Douglas), Cícero e Ramiro; Alisson, Jael (André) e Everton. Técnico: Renato Portaluppi.

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique e Carlos Augusto; Gabriel (Douglas) e Thiaguinho; Pedrinho (Danilo), Jadson e Romero; Mateus Vidal (Clayson). Técnico: Jair Ventura.

GOL – Jael, aos 11 minutos do primeiro tempo.

JUIZ – Ricardo Marques Ribeiro.

CARTÃO AMARELO – Romero, Henrique, Jael, Léo Santos, Carlos Augusto e Kannemann.

PÚBLICO – 41.330 (total).

RENDA – R$ 1.450.578,00.

LOCAL – Arena Grêmio.

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,corinthians-termina-ano-com-derrota-para-o-gremio-e-tem-sul-americana-como-consolo,70002630577

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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