Esporte
Corinthians goleia Argentinos Juniors pela Copa Sul-Americana
Esporte
Na noite desta terça-feira (14.05), a Neo Química Arena foi palco de uma exibição espetacular do Corinthians, que venceu o Argentinos Juniors por 4 x 0, pela Copa Sul-Americana. Com o resultado, o Timão alcançou os 10 pontos e se garantiu, pelo menos, nos playoffs da competição.
O Corinthians começou a fazer pressão desde o início do jogo e logo aos 9 minutos, Fagner cobrou uma falta da intermediária, Yuri Alberto cabeceou no meio da área e mandou no cantinho direito, abrindo o placar. O Timão continuou a dominar a partida e, após boas defesas do goleiro Rodríguez, conseguiu ampliar antes do intervalo.
Aos 40 minutos, após erro de passe do goleiro, Romero cortou de cabeça, Wesley finalizou por cobertura e fez um golaço. Logo na saída de bola, Meza errou o recuo, Yuri Alberto aproveitou e bateu na saída de Rodríguez para marcar seu segundo gol na partida.
Na etapa final, o Corinthians até assustou com Wesley, mas a equipe argentina cresceu de rendimento, criou boas oportunidades e não conseguiu aproveitar. Nos acréscimos, Raniele soltou uma bomba, Rodríguez deu rebote e Pedro Raúl, em posição irregular, quase marcou. Depois de toda a confusão, o bandeirinha confirmou impedimento do centroavante no início da jogada.
No minuto seguinte, Fausto Vera dividiu com a marcação, invadiu a área pelo meio e mandou no cantinho para transformar a vitória em goleada.
Com o resultado, o Corinthians chega aos 10 pontos e se garante, pelo menos, nos playoffs da Copa Sul-Americana. Já o Argentinos Juniors continua em 3º, com 6 pontos, e está eliminado da competição. O Timão agora está a apenas 1 ponto do líder.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 4 X 0 ARGENTINOS JRS
Local: Neo Química Arena, em São Paulo
Data: 14/05/2024
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gonzalez (CHI)
Assistentes: Jose Retamal (CHI) e Carlos Poblete (CHI)
VAR: Fernando Vijar (CHI)
Cartões amarelos: Oroz e Gamarra (Argentinos Jrs); Garro (Corinthians)
GOLS: Yuri Alberto, aos 8′ do 1ºT (Corinthians); Wesley, aos 40′ do 1ºT (Corinthians); Yuri Alberto, aos 41′ do 1ºT (Corinthians); Fausto Vera, aos 47′ do 2ºT (Corinthians)
CORINTHIANS: Carlos Miguel; Fagner, Félix Torres (Gustavo Henrique), Cacá e Hugo; Raniele, Breno Bidon e Garro (Igor Coronado); Romero (Gustavo Mosquito), Wesley (Fausto Vera) e Yuri Alberto (Pedro Raul).
Técnico: António Oliveira
ARGENTINOS JRS: Rodríguez; Meza, Godoy, Palacio e Montiel; Gamarra (José Herrera), Viveros, Oroz (Juan Cardozo) e Batallini; Verón (Perelló) e Romero (Heredia).
Técnico: Pablo Guede
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil

