Esporte
Corinthians empata com Fortaleza em jogo de muitas chances perdidas
Esporte
Em jogo disputado neste sábado (04.05), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians recebeu o Fortaleza na Neo Química Arena e ficou no empate sem gols.
O Timão pressionou, martelou e criou diversas oportunidades de gol, mas esbarrou na ótima atuação do goleiro João Ricardo, do Fortaleza.
Apesar do domínio e das chances criadas, o Corinthians não conseguiu balançar as redes e somou apenas mais um ponto na competição, alcançando a 12ª posição com cinco pontos. Já o Fortaleza, com um ponto a mais, ocupa o décimo lugar na tabela.
O jogo foi marcado por tentativas de ambos os lados, com o Corinthians buscando o gol desde o início. Destaques para as defesas de João Ricardo e as tentativas de Fagner, Romero e Wesley, que pararam no goleiro do Fortaleza.
Com o empate, o Corinthians vira a chave para a Sul-Americana, onde terá um confronto na terça-feira contra o Nacional-PAR. Já pelo Brasileirão, o próximo desafio do Timão será contra o Flamengo no Maracanã, no próximo sábado.
O Fortaleza, por sua vez, terá pela frente o Nacional Potosí-BOL na Sul-Americana e o Botafogo no Brasileirão. Apesar do esforço das equipes, o placar permaneceu inalterado, com as chances de gol desperdiçadas pesando no resultado final.
O empate com sabor amargo deixou ambas as equipes buscando a vitória que escapou neste confronto. O Corinthians tentou, pressionou, martelou, mas não conseguiu tirar o zero do placar, ficando no 0 a 0 contra o Fortaleza na Neo Química Arena.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 0 FORTALEZA
Local: Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Data: 04/05/2024
Horário: às 21h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Cartões amarelos: Breno Lopes, Tinga, Brítez, Pedro Augusto, Yago Pikachu e Marinho (Fortaleza); Raniele (Corinthians)
CORINTHIANS: Carlos Miguel; Fagner (Giovane), Félix Torres, Cacá e Hugo; Raniele (Fausto Vera), Breno Bidon (Paulinho) e Rodrigo Garro; Gustavo Mosquito (Matheuzinho), Romero (Pedro Raul) e Wesley.
Técnico: António Oliveira
FORTALEZA: João Ricardo; Tinga, Emanuel Brítez, Titi e Bruno Pacheco; Hércules, Pedro Augusto (Zé Welison) e Tomás Pochettino (Machuca); Yago Pikachu (Marinho), Breno Lopes (Moisés) e Renato Kayzer (Lucero).
Técnico: Juan Pablo Vojvoda
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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