Esporte
Corinthians depende de outros jogadores para contratar Juninho Capixaba e Tréllez
Esporte
Campeão brasileiro tenta usar atletas valorizados de seu elenco para se reforçar
Da Redação
O Corinthians tem bem encaminhada a contratação do lateral-esquerdo Juninho Capixaba e do atacante Santiago Tréllez, mas depende da vontade de outros jogadores para que o negócio saia do papel e da mesa de negociação. Tudo porque, ambos só chegarão ao clube paulista se os outros atletas envolvidos no negócio toparem defender agremiações diferentes.
Marlone e Mendoza interessam a Bahia e Vitória, algo que causa um problema. Além do fato de, obviamente, não dar para negociar ambos com o mesmo clube, outro problema é convencê-los de que defender tais equipes é uma boa.
Marlone tem outras ofertas que lhe parecem mais interessante. O meia já sabe que não terá oportunidade no Corinthians com Fáb io Carille, por isso tem sido sondado por diversos clubes do Brasil. Pessoas ligadas ao jogador acreditam que seu futuro será definido até o fim da semana, antes da virada do ano.
Situação parecida vive o atacante Mendoza, que já admitiu publicamente sua vontade de voltar a jogar pelo time paulista, mas a diretoria o avisou que ele não está nos planos para 2018. Neste ano, o colombiano defendeu o Bahia e teve boa passagem por Salvador. Por isso, é o clube que parece mais cotado para levá-lo. Ele seria envolvido na negociação com Juninho Capixaba, que se arrasta.
Além de Mendoza, também iriam para o time baiano o lateral-esquerdo Moisés e o goleiro Douglas. Entretanto, a diretoria entende que ele seria mais útil como moeda de troca ao invés de disputar posição no banco de reservas.
Com o Vitória, a situação é mais delicada. O Corinthians acertou salário com Tréllez e agora negocia com o time rubro-negro uma compensação financeira e o empréstimo de mais três atletas do elenco. Entre eles, está Marlone. O problema está em quem seriam os outros dois jogadores arrolados na troca. O volante Jean e o atacante Luidy poderiam entrar na lista, mas não interessam, inicialmente, aos baianos.
Assim, a negociação está emperrada. Nos bastidores, o Corinthians mostra otimismo em ambas negociações, mas sem precisar muito como resolver a questão. A expectativa é que tudo seja resolvido até o dia 3 de janeiro, quando o elenco se reapresenta. Dias depois, o Corinthians viaja para a disputa da Florida Cup, nos Estados Unidos. Por enquanto, o Corinthians só fez duas contratações, a do atacante Júnior Dutra e do volante Renê Júnior.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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