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Copa das Américas terá militar da reserva de MT como chefe da Segurança

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Da Redação

 

 

Após mais de 30 anos longe do solo brasileiro, a Copa América retorna ao Brasil para sua 46ª edição e terá como coordenador de Segurança das seleções estrangeiras o coronel PM da reserva Antônio Roberto Monteiro Moraes.

Cuiabano e filho de militar, coronel Morais se especializou em consultoria de eventos esportivos e chegou a trabalhar como gerente de Segurança de sede na Copa do Mundo de 2014, em Cuiabá.

Ele lembra que foram 31 anos dedicados ao serviço militar, desempenhando funções como coordenador estadual da Polícia Comunitária, secretário-chefe da Casa Militar, secretário-adjunto de Segurança Pública. Depois de deixar a carreira militar, aproveitando seus conhecimentos e experiência, especializou-se em eventos esportivos.

“É uma competição que requer muita responsabilidade e durante as eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia, também exerci a função de segurança das seleções. Pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) fui convocado pela coordenação e segurança para trabalhar junto às seleções estrangeiras. Aceitei logo de pronto”.

O militar destaca a dificuldade para chegar a este patamar, já que está fora dos grandes centros nacionais e internacionais. “É uma honra poder representar Mato Grosso e minha corporação em um evento internacional. Quero que seja mais um de muitos que ainda virão”, completou.

Copa América

A Copa América de 2019 é o principal torneio de seleções na América do Sul. No país, os jogos serão disputados em cinco cidades: Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Ao todo, são 12 seleções participantes.

Além dos dez países sul-americanos, também foram convidados Japão e Catar. Os jogos acontecem entre os dias 14 de junho e 7 de julho. A abertura da competição terá como palco o Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP). A grande decisão será disputada no lendário gramado do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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