Esporte
Com voltas de Diego Souza e Douglas Costa, Tite convoca seleção para amistosos
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Últimos jogos do Brasil em 2017, com Japão e Inglaterra, estão marcados para os dias 10 e 14 de novembro
Da Redação
O técnico Tite faz nesta sexta-feira a última convocação da seleção brasileira no ano e chamou Diego Souza, Douglas Costa, Taison e Giuliano como novidades na relação de 25 nomes para os amistosos de novembro contra o Japão, no dia 10, e Inglaterra, quatro dias mais tarde. As partidas serão disputadas em Lille, na França, e em Londres, respectivamente.
Para os dois últimos jogos da temporada 2017, Tite manteve a base que assegurou a classificação para a Copa do Mundo através das Eliminatórias Sul-Americanas, com a melhor campanha do classificatório da Conmebol, após um início titubeante, mas que se consolidou exatamente após o treinador assumir a equipe em substituição a Dunga. Ainda assim, voltou a apresentar novidades na relação.
Com Neymar e Gabriel Jesus absolutos no ataque da seleção, além de Roberto Firmino consolidado como reserva, Tite ainda não tem claro o nome do quarto atacante do seu grupo para a Copa do Mundo. E isso ficou claro na divulgação da lista de convocados, pois as grandes novidades foram jogadores de ataque, com as presenças de Douglas Costa, Taison e Diego Souza na lista.
Três das novidades chamadas por Tite atuam fora do Brasil, casos de Douglas Costa, Taison e Giuliano. Todos eles foram chamados em oportunidades anteriores pelo treinador, mas haviam ficado de fora da última lista, para os jogos finais das Eliminatórias, diante da Bolívia e do Chile. Hoje na Juventus, Douglas Costa também foi descartado de várias listas da seleção por estar contundido.
A outra novidade é Diego Souza, do Sport. Além dele e Cássio, do Corinthians, e Diego, foram os jogadores que atuam no Brasil e apareceram nesta lista de Tite – o meia do Flamengo, aliás, havia sido chamado para últimos jogos do Brasil no classificatório para a Copa do Mundo, mas precisou ser cortado por causa da lesão.
Os clubes do País serão afetados por essa convocação, pois o Campeonato Brasileiro não será paralisado para a disputa dos amistosos. Assim, é possível que eles fiquem de fora de até três rodadas da competição – 33ª, 34ª e 35ª, que serão realizadas entre 8 e 16 de novembro.
Tite também apresentou uma alteração em comparação aos jogadores da lateral esquerda chamados. O treinador manteve a aposta em Marcelo, do Real Madrid e considerado titular absoluto, mas dessa vez chamou Alex Sandro, da Juventus, ao invés de Filipe Luís, do Atlético de Madrid.
O jogador da Juventus recebeu chances nos jogos finais das Eliminatórias após os atletas dos times espanhóis serem cortados por lesões. Ambos estão recuperados, mas agora Tite opta por chamar apenas Marcelo, deixando Filipe Luís fora da relação, convocando Alex Sandro. Já na lateral direita, Danilo se consolida como reserva de Daniel Alves, pois voltou a ser convocado por Tite, ao invés de Fagner, que outrora tinha a preferência do treinador.
A previsão da comissão técnica é que a seleção inicie a preparação em 6 de novembro, com três dias de treinos no Parque dos Príncipes, em Paris, antes da atividade final para o jogo com o Japão em Lille, o palco do duelo no dia 10. Já os treinos para o amistoso com a Inglaterra deverão ser na estrutura do Fulham, com o último sendo em Wembley, que receberá a partida no dia 14.
Além dos amistosos contra a Inglaterra e Japão, o Brasil já tem outros dois jogos agendados na preparação para a Copa do Mundo. Em março de 2018, a equipe fará partidas contra a Alemanha e a Rússia.
CONVOCADOS
Goleiros: Cássio (Corinthians); Alisson (Roma); Ederson (Manchester City)
Zagueiros: Miranda (Inter de Milão); Marquinhos (PSG); Thiago Silva (PSG); Jemerson (Monaco);
Laterais: Daniel Alves (PSG); Danilo (Manchester City); Alex Sandro (Juventus); Marcelo (Real Madrid);
Meias: Casemiro (Real Madrid); Paulinho (Guangzhou Evergrande); Fernandinho (Manchester City); Philippe Coutinho (Liverpool); Renato Augusto (Beijing Guoan); Willian (Chelsea); Diego (Flamengo); Giuliano (Fenerbahce);
Atacantes: Roberto Firmino (Liverpool), Taison (Shakhtar Donetsk), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG), Douglas Costa (Juventus), Diego Souza (Sport).
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Miguel Schincariol/ AFP
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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