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Com três gols de Messi, Barcelona vence e confirma o título espanhol

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Craque faz hat-trick e leva o time catalão à conquista antecipada

 

Da Redação

Em partida válida pela 35° rodada do Campeonato Espanhol, o Barcelona visitou o Deportivo La Coruña precisando de um empate para garantir, com três rodadas de antecedência, o seu 25° título da competição. Com três gols de Messi, o time catalão não decepcionou, e conquistou a taça com uma vitória por 4 a 2. Enquanto os catalães comemoram, contudo, o time da casa foi matematicamente rebaixado para a segunda divisão do futebol espanhol.

Logo aos seis minutos de jogo, Dembelé recebeu do lado direito da área, e ao observar a chegada de Coutinho, rolou para trás. O brasileiro chegou batendo de primeira e acertou um belo chute no canto superior direito, sem chances para o goleiro Rubén Martínez, abrindo o placar a favor dos visitantes.
Os mandantes responderam em jogada de bola aérea aos 16. Albentosa tocou de cabeça, Ter Stegen deu rebote e Lucas Pérez completou para as redes. No entanto, o árbitro anulou o gol, pois havia impedimento no lance.
Aos 29, Messi cobrou falta com maestria, no ângulo, mas Rúben Martínez voou para fazer ótima defesa. Um minuto depois, Dembelé fez boa jogada e tocou para Coutinho, que bateu colocado e viu a bola passar muito perto da trave. Aos 37, Suárez recebeu do lado direito da área e acertou um lindo cruzamento de trivela para Messi, que chegou batendo de primeira para ampliar o placar no Riazor.
Aos 39 foi a vez o Deportivo chegar. Borja Valle alçou bola na área, e Lucas Pérez pegou de primeira, deixando Ter Stegen parado enquanto a bola morria no canto direito, recolocando o time de Clarence Seedorf no jogo.
Aos cinco minutos da etapa complementar, Messi teve boa chance para ampliar a vantagem, mas dentro da área, parou no goleiro Rúben Martínez. O time da casa respondeu aos 10, quando Lucas Pérez arriscou da entrada da área e obrigou Ter Stegen a fazer ótima defesa. Aos 17, após bela troca de passes do Deportivo, Borges rolou para Colak, da marca do pênalti, chegar batendo de primeira e empatar a partida.
O time da casa cresceu na partida, e seguia firme na busca pelo terceiro gol. O Barça, neste momento do jogo, buscava mais os contra-ataques, e numa dessas quase marcou aos 27. Suarez recebeu dentro da área, cortou o zagueiro e soltou uma bomba, mas a bola foi na rede pelo lado de fora. Aos 35, o uruguaio recebeu sozinho, cara a cara com o goleiro, mas desperdiçou a ótima chance.
Aos 36, Messi invadiu a área, tocou para Suárez, recebeu de novo, e, na cara do gol, tocou no canto para recolocar o time catalão a frente no placar. Aos 39, após mais uma tabela sul-americana, o camisa 10 invadiu a área e bateu na saída do goleiro para marcar o seu terceiro tento no jogo.
Aos 40, Raktic saiu para a entrada de Iniesta, que realizou uma de suas últimas partidas com a camisa blaugrana. Aos 44, com a partida já decidida, ainda houve tempo para Piqué receber na pequena área e perder uma ótima oportunidade para marcar o quinto gol do time visitante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Gazeta Press

Foto: https://www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/futebol/futebol-internacional/2018/04/29/noticia_futebol_internacional,470498/com-tres-gols-de-messi-barcelona-vence-e-confirma-o-titulo-espanhol.shtml

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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