após o apito final
Claus relata expulsão de Zé Rafael e Rodrigo Nestor em súmula de Palmeiras x São Paulo
Clássico paulista terminou em confusão generalizada no túnel de acesso aos vestiários do Allianz Parque
Esporte
Raphael Claus, árbitro do confronto entre Palmeiras e São Paulo, vencido por 2 a 1 pelo Verdão, divulgou a súmula do clássico nesta segunda-feira (19). Em duelo recheado de polêmicas e decisões controversas, o paulista tomou uma decisão silenciosa sobre a confusão no túnel de acesso aos vestiários do Allianz Parque, após o apito final.
Com o gol da vitória palmeirense já nos acréscimos, gandulas do jogo aproveitaram para provocar atletas são-paulinos, o que gerou forte entrevero. Já depois das escadas, Zé Rafael e Rodrigo Nestor trocaram agressões e se dirigiram aos seus respectivos vestiários.
Claus, ainda no gramado, foi chamado ao VAR para ver imagens exclusivas da situação, e optou por constar as duas expulsões na súmula, mesmo sem apresentar o cartão vermelho. Havia a possibilidade de uma expulsão do centroavante André Silva, que estava envolvido na briga, mas o árbitro interpretou apenas uma tentativa de separação por parte do camisa 17.
– Após o término da partida e antes de deixar o campo de jogo, o VAR me sugeriu a revisão de um confronto entre dois jogadores no túnel de acesso aos vestiários. Ao revisar, constatei uma conduta violenta com uso de força excessiva do jogador Zé Rafael, do Palmeiras, agarrando o pescoço do sr. Rodrigo Nestor, do São Paulo, que revidou com um soco no rosto do seu adversário. Informo que ambos expulsos não receberam o cartão vermelho devido ao fato de se dirigirem aos seus respectivos vestiários de forma imediata após o conflito – afirmou o árbitro.
Em campo, Luciano já havia sido expulso nos acréscimos da segunda etapa, após receber o segundo cartão amarelo. Minutos depois, Flaco López balançou as redes em cabeçada e deu a vitória ao Palmeiras, que assumiu a terceira posição do Brasileirão, com 41 pontos. O São Paulo, por sua vez, é o sexto, com três a menos.
Fonte: R7 Esportes – https://esportes.r7.com/lance/claus-relata-expulsao-de-ze-rafael-e-rodrigo-nestor-em-sumula-de-palmeiras-x-sao-paulo-pelo-19082024/
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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