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Chapecoense vence o Santos na estreia no Brasileirão
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O Santos iniciou sua campanha no Campeonato Brasileiro de 2026 com uma derrota contundente, sendo superado por 4 a 2 pela Chapecoense na Arena Condá, nesta quarta-feira. Os gols catarinenses foram marcados por Walter Clar, Higor Meritão, Jean Carlos e Rafael Carvalheira, enquanto Gabriel Menino e Barreal descontaram para o Peixe, em partida válida pela primeira rodada do torneio nacional.
O revés agrava o momento do Alvinegro Praiano, que agora acumula cinco jogos consecutivos sem vencer na temporada, sendo quatro pelo Campeonato Paulista. Com zero pontos, o clube figura na 19ª posição da tabela. Por outro lado, a Chapecoense começa com o pé direito, somando três pontos e assumindo a liderança provisória.
Primeiro Tempo: Chape Aproveita Falhas e Santos Corre Atrás
Apesar de o Santos ter iniciado a partida com maior posse de bola, foi a Chapecoense quem abriu o placar. Aos 15 minutos, Marcinho puxou um rápido contra-ataque e acionou Ítalo, que se viu cara a cara com o goleiro Brazão após uma falha defensiva de Alexis Duarte. Ítalo foi derrubado na área, resultando em pênalti, que Walter Clar converteu com firmeza.
Atrás no marcador, o Peixe intensificou suas investidas em busca do empate, mas encontrou dificuldades para furar a bem postada defesa adversária, recorrendo frequentemente a cruzamentos. A melhor oportunidade antes do gol veio aos 34 minutos, quando Vinicius Lira lançou e Lautaro Díaz acertou o travessão. Logo depois, Gabriel Menino fez um belo passe para Caballero, que isolou a bola em uma chance de ouro. No entanto, a pressão santista finalmente se converteu em gol nos acréscimos, aos 45 minutos, com Gabriel Menino puxando para o meio pela esquerda e acertando um lindo chute colocado no ângulo, deixando tudo igual antes do intervalo.
Segundo Tempo: Virada Relâmpago e Goleada no Final
A etapa final manteve o ritmo acelerado. O Santos voltou do vestiário determinado e conseguiu a virada aos 21 minutos. Barreal recebeu um passe açucarado de Zé Rafael na área, girou sobre a marcação e soltou uma bomba que estufou as redes, colocando os paulistas à frente.
Contudo, a alegria do time comandado por Juan Pablo Vojvoda durou pouco. Aos 28, Higor Meritão aproveitou um desvio de João Paulo após cobrança de escanteio e, na marca do pênalti, encheu o pé para empatar novamente a partida. A virada da Chape veio rapidamente, apenas seis minutos depois. Ítalo arriscou da entrada da área, a bola desviou em Luan Peres e sobrou limpa para Jean Carlos, que cabeceou na saída de Brazão, fazendo 3 a 2.
Para selar a vitória e sacramentar a derrota santista, a Chapecoense marcou o quarto gol aos 44 minutos. Em um contra-ataque fulminante, Jean Carlos deu um toque de letra e Rafael Carvalheira finalizou de primeira, no ângulo, confirmando a goleada e a primeira vitória da Chape no Brasileirão.
Próximos confrontos
Santos agora se prepara para mais um clássico pelo Campeonato Paulista, enfrentando o São Paulo no próximo sábado, 31 de janeiro, às 20h30 (de Brasília), no Morumbis.
Chapecoense terá compromisso pelas quartas de final do Campeonato Catarinense, enfrentando o Criciúma no domingo, 1º de fevereiro, às 15h (de Brasília), no Estádio Heriberto Hülse.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Competição | Campeonato Brasileiro (primeira rodada) |
| Placar Final | Chapecoense 4 x 2 Santos |
| Local | Arena Condá, em Chapecó (SC) |
| Data | 28 de janeiro de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 20h (de Brasília) |
| Público | Não informado no texto fornecido |
| Renda | Não informado no texto fornecido |
| Cartões Amarelos | Chapecoense: Marcos Vinícius, Camilo, Léo Vieira Santos: Alexis Duarte, Brazão, Gabriel Menino |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Savio Pereira Sampaio (DF) |
| Assistentes | Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) e Luis Carlos de Franca Costa (RN) |
| VAR | Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN) |
| Gols | Walter Clar, aos 15′ do 1ºT (Chapecoense) Gabriel Menino, aos 45′ do 1ºT (Santos) Barreal, aos 21′ do 2ºT (Santos) Higor Meritão, aos 28′ do 2ºT (Chapecoense) Jean Carlos, aos 34′ do 2ºT (Chapecoense) Rafael Carvalheira, aos 44′ do 2ºT (Chapecoense) |
| Escalação Chapecoense | Léo Vieira; Victor Caetano, Eduardo Doma, João Paulo (Robert), Marcos Vinícius (Everton), Walter Clar; Camilo (Higor Meritão), Rafael Carvalheira, Giovanni Augusto (Jean Carlos); Marcinho (Bolasie) e Italo. |
| Escalação Santos | Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Alexis Duarte, Luan Peres e Vini Lira; João Schmidt, Zé Rafael (Robinho Jr.) e Gabriel Menino (Bontempo); Miguelito (Rollheiser), Lautaro Díaz (Pradella) e Caballero (Barreal). |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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