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Catar arranca empate da Suíça nos acréscimos em estreia na Copa do Mundo

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A Suíça esteve muito próxima de estrear com vitória no Grupo B da Copa do Mundo, mas o Catar buscou a igualdade nos instantes finais da partida. O confronto, realizado neste sábado no Levi’s Stadium, na Califórnia, terminou em 1 a 1. Embolo abriu o placar para os europeus em cobrança de pênalti, enquanto Khoukhi garantiu o ponto catari já nos acréscimos do segundo tempo.

Com o empate, o Grupo B apresenta um cenário de equilíbrio total após a primeira rodada. Todas as seleções somam um ponto, mas a Suíça assume a liderança pelo critério de desempate, seguida por Canadá, Catar e Bósnia, respectivamente.

O jogo

A partida começou movimentado com chances para os dois lados logo nos primeiros minutos. O Catar assustou aos dois minutos com Edmilson, que parou no goleiro Kobel. A resposta suíça veio aos cinco, em finalização cruzada de Ndoye defendida por Abunada. Aos 13 minutos, a arbitragem assinalou pênalti para a Suíça após Freuler ser derrubado pelo goleiro catari na área. Embolo assumiu a responsabilidade e converteu a cobrança, colocando os suíços na frente.

A Suíça seguiu superior no primeiro tempo e quase ampliou com Embolo, mas Abunada evitou o segundo gol. Antes do intervalo, Kobel precisou trabalhar com o pé para salvar uma finalização perigosa de Edmilson, mantendo a vantagem europeia.

Na segunda etapa, a Suíça manteve a pressão inicial e quase marcou com Xhaka, em chute de fora da área que raspou o travessão. Os europeus desperdiçaram outras grandes oportunidades de liquidar a fatura, primeiro com Rúben Vargas e depois com Embolo, que falhou na finalização após belo passe de Manzambi.

O castigo pela falta de pontaria veio aos 48 minutos do segundo tempo. Al-Amin avançou pela esquerda e cruzou na medida para Khoukhi, que subiu mais alto que a marcação na segunda trave e cabeceou para o fundo das redes, selando o empate definitivo no Levi’s Stadium.

Próximos jogos | (Copa do Mundo – 2ª rodada)

Catar

  • Canadá x Catar
  • Data e horário: 18 de junho de 2026 (quinta-feira) às 19h
  • Local: BC Place Stadium, em Vancouver

Suiça

  • Suíça x Bósnia
  • Data e horário: 18 de junho de 2026 (quinta-feira) às 16h
  • Local: SoFi Stadium, em Los Angeles
FICHA TÉCNICA
Competição Copa do Mundo – 1ª rodada
Placar Final Catar 1 x 1 Suíça
Local Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia – EUA)
Data e Horário 13 de junho de 2026 (sábado), às 16h (de Brasília)
Gols Embolo (SUI) aos 13′ do 1ºT; Khoukhi (CAT) aos 49′ do 2ºT
Cartões Amarelos Abunada e Gaber (Catar); Zakaria (Suíça)
Catar Abunada; Al-Oui (Fathi), Pedro Miguel, Khoukhi e Al-Amin; Jaber (Boudiaf), Madibo (Al-Mannai) e Laye; Edmilson Jr. (Al-Haydos), Akram Afif e Abdurisag (Alaaeldin). Técnico: Julien Lopetegui.
Suíça Kobel; Aebischer (Rieder), Zakaria, Akanji, Elvedi e Ricardo Rodríguez (Muheim); Freuler (Jashari), Xhaka e Ndoye (Manzambi); Rúben Vargas (Amdouni) e Embolo. Técnico: Murat Yakin.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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