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Brasil vence o Peru com gol de Marquinhos no finalzinho do jogo

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Na madrugada de hoje (13), o Brasil venceu o Peru por 1 a 0 em Lima (PER) pela segunda rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória foi marcado por Marquinhos aos 44 minutos do segundo tempo, após desviar um escanteio cobrado por Neymar.

A seleção brasileira enfrentou dificuldades para criar chances de gol contra o Peru, e Richarlison chegou a marcar um gol na primeira etapa, mas foi anulado pelo VAR devido a impedimento.

O time de Fernando Diniz entrou em campo com a mesma escalação da partida anterior contra a Bolívia, onde venceram por goleada. O próximo compromisso da seleção será contra a Venezuela, em Cuiabá, no dia 12 de outubro, e depois contra o Uruguai, em Montevideu, no dia 17.

Apesar da estreia com uma vitória convincente contra a Bolívia, a seleção de Fernando Diniz mostrou oscilações no jogo contra o Peru. A equipe teve dificuldades ofensivas e errou muitos passes, o que deixou o técnico insatisfeito à beira do campo.

Diniz fez poucas alterações na equipe durante o jogo, substituindo apenas Richarlison por Gabriel Jesus e, nos momentos finais, fez três substituições de uma vez: Vanderson, Joelinton e Martinelli entraram em campo.

O gol da vitória veio através de um escanteio cobrado por Neymar, que encontrou Marquinhos na primeira trave, e o zagueiro do PSG cabeceou para vencer o goleiro Gallese.

Ficha Técnica

Peru 0 x 1 Brasil

Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 – 2ª rodada
Data
: 12/09/2023 (terça-feira)
Horário: 23h (de Brasília)
Local: Estádio Nacional, em Lima (PER)
Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)
Assistentes: Diego Bonfa (ARG) e Facundo Rodriguez (ARG)
VAR: German Delfino (ARG)
Amarelos: Cartagena, López e Tapia; Raphinha e Bruno Guimarães
Gol: Marquinhos (44’/2ºT)

BRASIL: Ederson; Danilo (Vanderson), Gabriel Magalhães, Marquinhos e Renan Lodi; Casemiro, Bruno Guimarães (Joelinton) e Neymar (Veiga); Raphinha (Martinelli), Rodrygo e Richarlison (Gabriel Jesus). Técnico: Fernando Diniz.

PERU: Gallese; Algo Corzo, Renato Tapia, Luis Abram e Trauco (Valera); Cartagena, Yotún, Andy Polo (Grimaldo) e Marcos López (Castillo); André Carillo (Ruidiaz) e Paolo Guerrero. Técnico: Juan Reynoso

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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