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Brasil joga com Coreia do Sul neste sábado na Arena Pantanal

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A Seleção Brasileira Feminina de Futebol faz sua estreia no FIFA Series neste sábado (11.04), às 21h30 (horário local), contra a Coreia do Sul, na Arena Pantanal. As equipes, que não se enfrentam desde 2015, são as primeiras já classificadas para a Copa do Mundo Feminina de 2027 a se medir em campo. O Brasil entra como anfitriã automática do torneio, enquanto as sul-coreanas garantiram vaga nas Eliminatórias asiáticas, junto com Japão, China, Coreia do Norte, Filipinas e Austrália.

A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo, SporTV, GE TV e Globoplay. No ranking da FIFA, o Brasil ocupa o oitavo lugar, à frente da Coreia do Sul, na 19ª posição.

Neste ano, a Amarelinha atuou em três amistosos: vitória de 5 a 2 sobre a Costa Rica e derrotas para Venezuela (2 a 1) e México (1 a 0). As asiáticas jogaram cinco vezes pelas Eliminatórias: vitórias contra Irã (3 a 0), Filipinas (3 a 0) e Uzbequistão (6 a 0), empate com Austrália (3 a 3) e derrota para o Japão (4 a 1).

Seleção Adversário Placar Resultado
Brasil Costa Rica 5-2 Vitória
Brasil Venezuela 1-2 Derrota
Brasil México 0-1 Derrota
Coreia do Sul Irã 3-0 Vitória
Coreia do Sul Filipinas 3-0 Vitória
Coreia do Sul Uzbequistão 6-0 Vitória
Coreia do Sul Austrália 3-3 Empate
Coreia do Sul Japão 1-4 Derrota

Preparação focada em rivais variados

O técnico Arthur Elias teve quatro dias de treinamentos para o debute. Ele prepara o time para estilos distintos, já que o torneio inclui Canadá e Zâmbia. “É ótimo enfrentar seleções de continentes diferentes, simulando a fase de grupos da Copa. A Coreia é compacta, organizada, com passes bem afinados, mas estamos prontos”, disse o treinador em coletiva.

A jogadora Angelina destacou a defesa adversária: “Vai ser duro. Elas se fecham bem em bloco baixo. Analisamos os jogos e treinamos para romper essa estrutura”.

Equipe de arbitragem feminina

A partida será apitada por Laura Fortunato (árbitra central), com Mariana de Almeida e Gisela Fabiana Trucco nas bandeiras. Gabriela Coronel é a quarta árbitra, Stefane Scobar fica no VAR e Elibith Higuera como assistente de vídeo.

Serviço
Jogo: Brasil x Coreia do Sul (FIFA Series)
Data/Hora: 11/4, 21h30 (MT)
Local: Arena Pantanal, Cuiabá
Transmissão: TV Globo, SporTV, GE TV, Globoplay

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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