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Botafogo vence o Vitória e se classifica para as oitavas da Copa do Brasil

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O Botafogo garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Vitória por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Barradão. Com gols de Luiz Henrique e Junior Santos, os alvinegros asseguraram a vaga na próxima fase da competição nacional, demonstrando resiliência e eficiência em um jogo disputado.

Primeiro Tempo

O Vitória começou a partida pressionando o Botafogo e criou boas oportunidades com Zeca e Janderson, mas pecou nas finalizações. Os donos da casa não conseguiram converter as chances em gol, permitindo que o Botafogo se reorganizasse defensivamente.

Aos poucos, o Botafogo passou a impedir a criação de jogadas do Vitória e encontrou espaço para avançar. Aos 31 minutos, Luiz Henrique quase abriu o placar ao receber um passe na área, mas a bola passou por cima do travessão.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o jogo continuou aberto, mas foi o Botafogo que levou a melhor. Aos 46 minutos, Cuiabano cruzou rasteiro com força, a bola bateu em Luiz Henrique e foi para a rede, colocando os cariocas em vantagem antes do intervalo.

Segundo Tempo

Na segunda etapa, o Botafogo conseguiu evitar a pressão inicial do Vitória, mas os donos da casa ainda levaram perigo em duas ocasiões. Primeiro, Iury Castilho tentou uma bicicleta, mas a bola passou por cima do travessão. Em seguida, Wagner Leonardo cabeceou após cobrança de escanteio, obrigando John a fazer uma grande defesa.

Os lances animaram o Vitória, que aumentou o ritmo e começou a pressionar o Botafogo. Daniel Júnior quase empatou o jogo com um chute perigoso, mas os alvinegros aproveitaram um contra-ataque rápido e ampliaram a vantagem aos 16 minutos. Junior Santos foi lançado na área e tocou na saída de Lucas Arcanjo, marcando o segundo gol do Botafogo.

O novo revés foi sentido pelo Vitória, que diminuiu o ritmo e teve dificuldades para chegar ao ataque. O Botafogo quase ampliou aos 26 minutos, quando Junior Santos foi lançado novamente e tocou na saída de Lucas Arcanjo, mas desta vez a bola foi pela linha de fundo.

Reação do Vitória

Apesar da desvantagem, o Vitória não desistiu e conseguiu diminuir o placar aos 32 minutos. Daniel Júnior fez uma boa jogada individual e mandou a bola para a rede, animando os donos da casa.

O gol deu novo ânimo ao Vitória, que voltou a buscar o ataque com mais intensidade. No entanto, o Botafogo ajustou a marcação e impediu novos lances de perigo, conseguindo manter a vantagem até o apito final.

Próximos Passos

Com a vitória, o Botafogo avança para as oitavas de final da Copa do Brasil e agora aguarda o sorteio da CBF para conhecer seu próximo adversário. A equipe alvinegra segue confiante e determinada a continuar sua trajetória na competição, buscando um desempenho sólido e consistente.

A vitória sobre o Vitória no Barradão reforça a boa fase do Botafogo, que tem mostrado um futebol eficiente e resiliente. A torcida alvinegra, que acompanhou o jogo com expectativa, celebra a classificação e já começa a sonhar com novas conquistas na Copa do Brasil.

FICHA TÉCNICA

VITÓRIA 1 X 2 BOTAFOGO

Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)

Data: 22/05/2024

Horário: 19 horas

Árbitro: Rodrigo Jose Pereira de Lima (Fifa-PE)

Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)

VAR: Rodolpho Toski Marques (Fifa-PR)

Cartões amarelos: Matheuzinho e Daniel Junior (Vitória); John, Cuiabano, Tchê Tchê, Hugo e Lucas Halter (Botafogo)

GOLS:

Daniel Júnior (Vitória), aos 32min do segundo tempo 

Luiz Henrique (Botafogo), aos 46min do primeiro tempo; Junior Santos (Botafogo), aos 16min do segundo tempo

VITÓRIA: Lucas Arcanjo, Zeca (Léo Naldi), Bruno Uvini, Wagner Leonardo e PK (Lucas Esteves); Dudu, Rodrigo Andrade e Matheuzinho (Daniel Júnior); Luiz Adriano (Osvaldo), Janderson (Alerrandro) e Iury Castilho. Técnico: Thiago Carpini

BOTAFOGO: John, Damián Suárez (Mateo Ponte), Lucas Halter, Bastos e Cuiabano (Hugo); Marlon Freitas, Danilo Barbosa (Gregore) e Tchê Tchê (Patrick de Paula); Jefferson Savarino (Fabiano) e Júnior Santos e Luiz Henrique. Técnico: Artur Jorge

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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