Esporte
Bahia goleia o Cruzeiro pela 11ª rodada do Brasileirão
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O Bahia venceu mais uma e segue 100% em casa, pelo Brasileirão. E desta vez de goleada e de virada: 4 a 1 diante do Cruzeiro, pela 11ª rodada da Série A, neste domingo (23), na Fonte Nova, em Salvador.
Com o resultado, o Bahia volta para a segunda posição na classificação, mas ainda pode perder uma posição na rodada. O Tricolor volta à campo na próxima quarta-feira (26), de novo diante da Nação, desta vez contra o Vasco, às 21h30, pela 12ª rodada.
O jogo
No primeiro tempo, o Bahia passou a impor seu ritmo de jogo desde o começo da partida. Em um contra-ataque, aos 13, Gabriel Veron abriu o placar para o Cruzeiro. O Esquadrão manteve o controle de posse de bola, que terminou em 66%.
Aos 34, Jean Lucas chutou da intermediária e exigiu grande defesa do goleiro Anderson. O domínio tricolor foi premiado nos acréscimos. Aos 53, Everaldo recebe na ponta direita e cruzou. A bola desviou na defesa e Thaciano se antecipou de cabeça para empatar o jogo.
No segundo tempo, empurrado pela Nação tricolor, o Bahia se lançou ao ataque. Aos 9, Everaldo acertou a trave. Aos 33, Ademir cruzou na área, Biel escorou e Oscar colocou o Bahia na frente: 2 a 1.
O Esquadrão se manteve no ataque e aos 45 ampliou. Biel recebeu na entrada da área, passou pela marcação, ganhou na velocidade e marcou um golaço na Fonte. E ainda teve tempo para mais. Aos 51, Ademir partiu em velocidade pela direita, ganhou de dois marcadores e rolou para Oscar fazer o segundo do colombiano e quarto do Esquadrão para decretar o São João na Fonte.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 4 x 1 CRUZEIRO
Local: Arena Fonte Nove, em Salvador-BA
Data: 23/06/2024
Horário: às 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Belence Alves dos Prazeres Filho (PE)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (FIFA-GO) e Clovis Amaral da Silva (PE)
VAR: Rodrigo Nunes de Sa (VAR-FIFA) (RJ)
Cartões amarelos: Lucas Silva, Gabriel Veron e Ramiro (Cruzeiro).
Cartões vermelhos: Marlon (Cruzeiro).
Gols: Thaciano, aos 53 do 1ºT; Estupiñan, aos 33 do 2ºT; Biel, aos 47 do 2ºT; Estupiñan, aos 51 do 2ºT (Bahia). Gabriel Veron, aos 13 do 1ºT (Cruzeiro).
BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto (Ademir), Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas e Carlos de Pena (Biel); Cauly (Everton Ribeiro), Thaciano (Estupiñan) e Everaldo (Cicinho). Técnico: Rogério Ceni
CRUZEIRO: Anderson; William (João Wellington), Zé Ivaldo, João Marcelo e Marlon; Lucas Romero (Vitor Hugo), Lucas Silva (Arthur Rodrigues) e Ramiro; Matheus Pereira, Gabriel Verón (Arthur Gomes) e Robert (Lucas Villalba). Técnico: Fernando Seabra
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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