Esporte
Bahia e Vitória protagonizam empate eletrizante no clássico Ba-Vi pelo Campeonato Brasileiro
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Emocionante Empate no Quinto Ba-Vi do Ano
O clássico Ba-Vi, que ocorreu neste domingo (21.04) no Barradão, terminou em um empate eletrizante por 2 a 2, mantendo acesa a rivalidade entre Vitória e Bahia. A partida, válida pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, foi marcada por reviravoltas e um final dramático, com os times dividindo pontos no quinto confronto entre eles neste ano.
O Vitória, jogando em casa, saiu na frente com gols de Matheusinho e Wagner Leonardo, mas o Bahia, determinado a não sair derrotado, buscou o empate com gols de Biel e Everaldo. Este resultado mantém o Vitória na busca pela primeira vitória no campeonato, agora na 16ª posição com apenas um ponto. Por outro lado, o Bahia, com o empate, subiu para a nona colocação, alcançando quatro pontos.
O jogo começou com o Bahia tentando impor seu ritmo, mas foi o Vitória que abriu o placar aos 19 minutos, graças a um esforço persistente de Matheusinho. O Bahia, não ficando para trás, respondeu com várias tentativas de igualar o placar, mas encontrou um Vitória determinado a ampliar sua vantagem, o que aconteceu no início do segundo tempo.
No entanto, o Bahia mostrou resiliência ao descontar aos 23 minutos do segundo tempo e, em um lance de pura determinação, Everaldo marcou um belo gol para deixar tudo igual, aos 26 minutos.
O quinto Ba-Vi do ano foi uma montanha-russa de emoções, com ambos os times mostrando por que o clássico é um dos mais emocionantes do futebol brasileiro. O empate por 2 a 2 reflete não apenas a igualdade no campo, mas também a paixão e a entrega de ambos os lados, prometendo mais capítulos emocionantes nesta rivalidade histórica.
O empate no clássico Ba-Vi deixa uma promessa de mais emoção e competição acirrada para o restante do Campeonato Brasileiro e para as outras competições que ambos os times ainda disputarão este ano. Com os olhos voltados para os próximos jogos, Vitória e Bahia continuam a escrever sua história, cheia de rivalidade, mas também de respeito mútuo e paixão pelo futebol.
Após este intenso clássico, os times se preparam para compromissos distintos. O Vitória tem um encontro marcado com o Cruzeiro no Mineirão, continuando sua jornada no Brasileirão. O Bahia, por sua vez, volta suas atenções para a Copa do Nordeste, onde enfrentará o CRB na semifinal, em um jogo esperado na Arena Fonte Nova.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA 2 X 2 BAHIA
Data: 21.04/2024
Horário: 16 horas
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Árbitro: Raphael Claus (Fifa-SP)
Assistentes: Alex Ang Ribeiro (Fifa-SP) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (Var-Fifa-SP)
GOLS: Matheusinho, aos 19′ do 1ºT; Wagner Leonardo, aos 11′ do 2ºT (Vitória) / Biel, aos 23′ do 2ºT; Everaldo, aos 26′ do 2ºT (Bahia)
Cartões amarelos: Léo Naldi, aos 22′ do 1ºT; Matheusinho, aos 41′ do 1ºT; Zeca, aos 20′ do 2ºT (Vitória) / Santiago Arias, aos 3′ do 2ºT; Victor Cuesta, aos 5′ do 2ºT; Carlos de Pena, aos 47′ do 2ºT (Bahia)
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Zeca (Willean Lepo), Bruno Uvini, Wagner e Lucas Esteves; Rodrigo Andrade (Luan Santos), Willian e Léo Naldi (Mateus Gonçalves); Matheusinho, Osvaldo (Iury Castilho) e Alerrandro (Luiz Adriano). Técnico: Leonardo Condé
BAHIA: Marcos Felipe; Arias, Gabriel Xavier, Victor Cuesta (Rezende) e Luciano Juba; Jean Lucas, Caio Alexandre (Carlos de Pena), Everton Ribeiro (Everaldo), Cauly e Ademir (Biel); Thaciano (Estupiñán). Técnico: Rogério Ceni
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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