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Austrália bate a Turquia na estreia e larga bem no Grupo D da Copa do Mundo

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A Austrália começou sua trajetória na Copa do Mundo da FIFA 2026™ com vitória por 2 a 0 sobre a Turquia, neste domingo, em Vancouver, pela rodada de abertura do Grupo D. Com gols de Nestory Irankunda e Connor Metcalfe, os Socceroos fizeram valer a eficiência nas finalizações e venceram o primeiro duelo entre as duas seleções em Mundiais. Com o resultado, a equipe soma três pontos e assume a vice-liderança da chave, atrás apenas dos Estados Unidos no saldo de gols. Os turcos, por sua vez, iniciam a competição sem pontuar.

O jogo

A partida teve um roteiro claro no primeiro tempo. Enquanto a Turquia controlava a posse de bola, a Austrália se fechava com organização e apostava nas ligações rápidas para explorar os espaços. A estratégia deu resultado aos 27 minutos, quando Bos lançou do campo de defesa, Irankunda ganhou nas costas da zaga, driblou com categoria e finalizou com tranquilidade para abrir o placar.

A Turquia ainda tentou responder imediatamente, em chute forte de Bardakci, mas o goleiro australiano conseguiu desviar a bola antes de ela explodir na trave. Na etapa final, os turcos aumentaram a pressão e passaram a buscar o empate com mais intensidade. Arda Güler exigiu boa intervenção de Beach, e Çalhanoglu chegou a aparecer livre na área, mas foi desarmado antes da finalização.

O momento mais perigoso da reação turca aconteceu com Celik, que invadiu a área pela direita e soltou uma bomba, obrigando Beach a fazer outra defesa importante. Quando a pressão parecia crescer, a Austrália definiu o jogo aos 29 minutos. Metcalfe recebeu na intermediária, avançou em velocidade, puxou para a perna esquerda e bateu rasteiro no canto para selar a vitória por 2 a 0.

Próximos jogos | 2ª rodada do Grupo D da Copa do Mundo

Estados Unidos x Austrália 
Data e horário: 19/06 (sexta-feira), às 16h (de Brasília)
Local: Lumen Field, em Seattle (EUA)

Turquia x Paraguai (2ª rodada do Grupo D da Copa do Mundo)
Data e horário: 20/06 (sábado), às 00h (de Brasília)
Local: Levi’s Stadium, em São Francisco (EUA)

FICHA TÉCNICA
Placar Austrália 2 x 0 Turquia
Competição 1ª rodada do Grupo D da Copa do Mundo
Local BC Place, em Vancouver (CAN)
Data 14 de junho de 2026 (sábado)
Horário 1h (de Brasília)
Cartões amarelos Akgun (Turquia)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro principal Jesús Valenzuela (VEN)
Assistente 1 Jorge Urrego (VEN)
Assistente 2 Túlio Moreno (VEN)
VAR Tatiana Guzman (NIC)
Gol da Austrália Irankunda, aos 27′ do primeiro tempo
Gol da Austrália Metcalfe, aos 31′ do segundo tempo
 Austrália Patrick Beach; Alessandro Circati, Harry Souttar e Cameron Burgess; Jacob Italiano (Geria), Aiden O’Neill, Irankunda (Nishan Velupillay), Jordan Bos (Behich), Connor Metcalfe e Paul Okon-Engstler (Irvine); Mohamed Touré (Yengi)
Técnico da Austrália Tony Popovic
 Turquia Çakir; Zeki Çelik (Muldur), Demiral, Bardakçi e Kadroglu; Yusek (Ozcan), Hakan Çalhanoglu, Arda Guler, Orkun Kokçu (Akgun) e Yilmaz (Yildiz); Akturkoglu (Gul)
Técnico da Turquia Vincenzo Montella

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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