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Atlético-PR derrota o Fluminense em Curitiba e volta a vencer no Brasileirão

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Com 30 pontos, time paranaense ocupa a 11.ª posição, e abre distância da zona de rebaixamento

 

Da Redação

Depois de sofrer três derrotas seguidas fora de casa, o Atlético Paranaense se reabilitou no Campeonato Brasileiro ao vencer o Fluminense por 3 a 1, na tarde deste domingo, naArena da Baixada, em Curitiba, pela 25.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com 30 pontos, o time paranaense ocupa a 11ª posição, e abriu certa distância da zona de rebaixamento. O time carioca, que estava invicto há três jogos, segue com 31 pontos e vem pouco à frente, na nona posição. Como o Corinthians ainda joga na rodada, o Fluminense pode ser ultrapassado e cair para o décimo lugar.

Mais uma vez, o Atlético-PR mostrou força no gramado sintético de sua casa. Esta foi a quinta vitória consecutiva na competição nacional dentro da Arena da Baixada, a sétima no total, contando os triunfos da Copa Sul-Americana. A equipe paranaense volta a triunfar após a sua péssima performance fora de casa. Vinha de três derrotas, sofridas contra Palmeiras (2 a 0), Atlético-MG (3 a 1) e Chapecoense (2 a 1).

O JOGO

O Atlético-PR começou em velocidade, explorando as laterais de campo para tentar chegar ao gol adversário. Nestes momentos de pressão sofreu dois contra-ataques, que serviram para redobrar a atenção na marcação.

O primeiro gol saiu aos 17 minutos. Lucho González fez o levantamento para a área, onde Nikão tentou ajeitar no peito, porém, escorregou. Na tentativa de aliviar, o zagueiro Gum deu um toque fraco e a bola sobrou na marca do pênalti para Raphael Veiga, que bateu forte e de primeira, sem chances de defesa.

O segundo gol quase veio aos 24 minutos, quando Veiga lançou Pablo pelo lado direito da área, mas ele acabou abafado pelo goleiro Júlio César. Aos 29 minutos, o goleiro Santos deu um susto à torcida, ao tentar sair jogando com os pés e perdendo a bola para Kayke. A sobra ficou para Luciano, que bateu de primeira para a recuperação do goleiro, que fez a defesa.

O Fluminense mantinha o jogo equilibrado e teve outra chance aos 44 minutos. Dodi cobrou falta com efeito, a bola quicou na pequena área e explodiu no corpo de Santos. Mas a torcida ficou mesmo aliviada aos 46 minutos, quando saiu o segundo gol em jogada ensaiada, depois de falta na frente da área e o passe saiu para Jonathan no lado direito. Ele desceu ao fundo e cruzou na linha da pequena área, onde tinham três atleticanos. Pablo foi quem completou para as redes.

O segundo tempo começou com o Atlético em cima para liquidar logo a fatura. Teve a chance logo aos dois minutos, quando Nikão saiu em disparada e dividiu com Júlio césar. A sobra ficou com Raphael Veiga, que se livrou do goleiro e tocou por cobertura. A bola, caprichosamente, tocou em cima do travessão e saiu.

O Fluminense, porém, continuava bem organizado. Marcos Júnior entrou no intervalo no lugar de Dodi e deu aumentou a produção ofensiva. Em seguida Sornoza, poupado no primeiro tempo, também substituiu Kayke. Aos 14 minutos, o time do técnico Marcelo Oliveira diminuiu o placar. Após escanteio curto, Everaldo ergueu na grande área e Luciano até se abaixou para desviar de cabeça.

Após o gol, a equipe carioca viveu seu melhor momento e tentou buscar o empate. Mas, aos 25 minutos, levou o terceiro e sucumbiu na partida. Raphael Veiga cobrou escanteio em curva e o zagueiro Léo Pereira subiu muito alto para testar no ângulo direito de Júlio César, fazendo 3 a 1.

O técnico Marcelo Oliveira ainda arriscou no Fluminense, tirando o volante Jadson para a entrada do atacante Júnior Dutra. Nesta altura, no entanto, o Atlético-PR já tinha se fechado para evitar alguma surpresa. Garantiu a marcação sem abrir mão do contra-ataque.

O Atlético-PR, agora, se volta de novo para a Copa Sul-Americana. Na próxima quarta-feira vai enfrentar o Caracas, na Venezuela, pelo jogo de ida das oitavas de final. No próximo domingo, às 16 horas, volta a atuar pelo Brasileiro, de novo em casa, quando vai receber o lanterna Paraná, no clássico paranaense.

O Fluminense também terá uma rotina parecida nesta semana. Na quarta-feira, joga fora diante do Deportivo Cuenca, no Equador, pelas oitavas da Copa Sul-Americana. Depois, volta ao Brasileiro na próxima segunda-feira, dia 24, para enfrentar a Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó.

FICHA TÉCNICA:

ATLÉTICO-PR 3 X 1 FLUMINENSE

ATLÉTICO-PR – Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Wellington (Bruno Guimarães), Lucho González e Raphael Veiga (Guilherme); Marcinho (Marcelo Cirino), Pablo e Nikão. Técnico: Tiago Nunes.

FLUMINENSE – Júlio César; Léo, Gum, Digão e Marlon; Richard, Jadson (Júnior Dutra), Dodi (Marcos Júnior) e Luciano; Everaldo e Kayke (Sornoza). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Raphael Veiga, aos 17, e Pablo, aos 46 minutos do primeiro tempo. Luciano, aos 14, e Léo Pereira, aos 25 do segundo.

ÁRBITRO – André Luiz de Freitas Castro (GO).

CARTÕES AMARELOS – Wellington, Renan Lodi e Paulo André (Atlético-PR); Marlon e Léo (Fluminense).

RENDA – R$ 199.670,00.

PÚBLICO – 10.343 torcedores.

LOCAL – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Miguel Locatelli/Atlético-PR

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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