Esporte
Atlético-MG perde para o Sport, mas garante vaga para as oitavas de final da Copa do Brasil
Esporte
Nesta quarta-feira, na Arena de Pernambuco, o Atlético-MG foi derrotado pelo Sport por 1 a 0, mas garantiu sua classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil graças à vitória por 2 a 0 no jogo de ida, em Belo Horizonte. O gol da partida foi marcado por Chrystian Barletta no primeiro tempo.
Primeiro Tempo
O Sport começou a partida com intensidade e abriu o placar aos 14 minutos. Chrystian Barletta recebeu um lançamento de Romarinho pela direita, avançou e finalizou de canhota. A bola desviou em Mauricio Lemos e encobriu o goleiro Éverson, colocando o time pernambucano na frente.
Pouco depois, aos 18 minutos, o Sport sofreu um revés com a lesão do lateral esquerdo Felipinho, que saiu de campo chorando. O técnico Mariano Soso foi obrigado a fazer uma substituição forçada, colocando Dalbert no lugar do camisa 6.
Segundo Tempo
Na etapa complementar, o Atlético-MG tentou reagir e chegou a marcar um golaço aos 14 minutos, com Paulinho chutando de fora da área. No entanto, após revisão no VAR, o árbitro Bráulio da Silva Machado anulou o gol ao identificar uma falta na origem do lance.
Apesar da derrota, o Atlético-MG conseguiu segurar o resultado agregado de 2 a 1 e avançou para as oitavas de final da Copa do Brasil. Agora, o Galo aguarda o sorteio promovido pela CBF para conhecer seu próximo adversário na competição.
Próximos Compromissos
O Atlético-MG volta aos gramados na próxima terça-feira, às 19h (de Brasília), pela sexta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. O Galo enfrentará o Caracas-VEN na Arena MRV, em busca de uma vitória para garantir sua classificação no torneio continental.
Já o Sport tem um importante duelo pela frente no domingo, quando enfrenta o Fortaleza na Arena de Pernambuco, às 18h, pela semifinal da Copa do Nordeste. A equipe pernambucana busca uma vaga na final do torneio regional.
A classificação do Atlético-MG para as oitavas de final da Copa do Brasil demonstra a força da equipe, que mesmo com a derrota, conseguiu avançar na competição. A torcida do Galo agora volta suas atenções para a Libertadores, enquanto o Sport foca na Copa do Nordeste, buscando continuar sua trajetória de sucesso na temporada.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil

