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Atlético-GO goleia o Brusque e avança para as oitavas de final da Copa do Brasil

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Nesta quarta-feira, o Atlético-GO garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil ao golear o Brusque por 4 a 2 no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia. Com gols de Luiz Fernando, Shaylon, Rhaldney e Gabriel Baralhas, o Dragão confirmou sua superioridade, já demonstrada na vitória por 1 a 0 no jogo de ida. Matheus Cardoso marcou os dois gols do Brusque, que se despede da competição.

Primeiro Tempo

O Atlético-GO começou a partida com intensidade e abriu o placar logo aos 13 minutos. Luiz Fernando recebeu um passe de Guilherme Romão dentro da área e finalizou de perna direita, colocando os mandantes na frente.

Aos 30 minutos, Shaylon aproveitou um erro do goleiro Matheus e completou para o fundo das redes, ampliando a vantagem do Dragão. Pouco depois, aos 34 minutos, Rhaldney marcou o terceiro gol do Atlético-GO, cabeceando sem chances de defesa após um cruzamento preciso de Guilherme Romão.

O Brusque conseguiu diminuir a desvantagem aos 41 minutos, em um contra-ataque rápido. Wellissol entregou a bola para Matheus Cardoso, que finalizou de canhota no centro do gol, fazendo 3 a 1.

Segundo Tempo

Na segunda etapa, o Atlético-GO continuou dominando a partida e marcou o quarto gol aos 12 minutos. Gabriel Baralhas finalizou de esquerda e contou com um desvio que enganou o goleiro, aumentando ainda mais a vantagem dos mandantes.

O Brusque ainda conseguiu marcar mais um gol aos 43 minutos, novamente com Matheus Cardoso. Desta vez, o atacante cabeceou após um cruzamento de Diego Mathias, fechando o placar em 4 a 2.

Próximos Passos

Com a vitória, o Atlético-GO avança para as oitavas de final da Copa do Brasil e agora aguarda o sorteio da CBF para conhecer seu próximo adversário. A equipe volta aos gramados no próximo sábado, dia 1º, às 16h (de Brasília), quando enfrenta o Vitória pelo Campeonato Brasileiro, no Barradão.

Já o Brusque, que se despede da Copa do Brasil após passar pelo ABC na fase anterior, volta suas atenções para a Série B. O time catarinense enfrenta o Vila Nova neste domingo, às 17h (de Brasília), no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.

A goleada sobre o Brusque reforça a boa fase do Atlético-GO, que tem mostrado um futebol ofensivo e eficiente. A torcida do Dragão, que compareceu em bom número ao Estádio Antônio Accioly, celebra a classificação e já começa a sonhar com novas conquistas na Copa do Brasil.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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