Esporte
Atlético-GO abre dois gols de vantagem, mas recua e Oeste busca empate
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Time goiano perde chance de se aproximar do G-4 da Série B
Da Redação
O Atlético-GO perdeu grande chance de se aproximar do G-4 da Série B. O time goiano abriu dois gols de vantagem sobre o Oeste, mas sofreu o empate por 2 a 2 no estádio Olímpico de Goiânia, nesta noite, pela sétima rodada.
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Com o resultado, o time goiano fica na sétima colocação, com 11 pontos, dois a menos do que o rival Vila Nova-GO. O Oeste, com nove pontos, é o décimo colocado.
Logo no início, o Atlético abriu boa vantagem com dois gols muito parecidos, ambos de Júnior Brandão. Primeiro, aos sete minutos, quando o atacante recebeu cruzamento da direita de Alisson, contou com a indecisão do goleiro Tadeu que não saiu do gol, e completou de cabeça.
Dez minutos mais tarde, em novo cruzamento do lado direito, dessa vez de Júlio César, o centroavante completou de cabeça para o fundo do gol, em lance que mais parecia replay, mas era o segundo gol goiano.
O Oeste só descontou no último minuto da primeira etapa. Danielzinho arriscou de fora da área, a bola bateu na trave, nas costas do goleiro Jefferson e entrou. A sorte ajudou o time paulista.
No segundo tempo, o Atlético recuou demais e viu o Oeste crescer de produção na busca pelo gol de empate. Depois de desperdiçar algumas chances, coube a Danielzinho marcar novamente e empatar a partida. Aos 35 minutos, o meia arriscou da entrada da área e a bola desviou na defesa, traindo o goleiro Jefferson.
Nos minutos finais, o Atlético tentou uma pressão para marcar o terceiro gol, mas o goleiro Tadeu praticou boas defesas e garantindo o bom resultado fora de casa.
Os dois times voltam a campo no sábado, dia 2 de junho, pela oitava rodada da Série B. O Atlético recebe o Goiás em clássico no estádio Olímpico, enquanto que o Oeste visita a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas.
FICHA TÉCNICA:
ATLÉTICO-GO 2 X 2 OESTE
ATLÉTICO-GO – Jefferson; Alisson, Lucas Rocha, Renê e Mascarenhas; Bileu, Rômulo (José Augusto), João Paulo (Tomas Bastos), Renato Kayser e Júlio César (Joanderson); Júnior Brandão. Técnico: Cláudio Tencati.
OESTE – Tadeu; Bruno Lima (Claudinho), Patrick, Leandro Amaro e Conrado; Lídio, Bonilha, Mazinho e Danielzinho; Pedrinho (Bruno Lopes) e Léo Artur (Léo Castro). Técnico: Roberto Cavalo.
GOLS – Júnior Brandão, aos 7 e aos 17 minutos do primeiro tempo; Danielzinho, aos 44 minutos do primeiro tempo e aos 35 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Rodrigo dAlonso Ferreira (SC).
CARTÕES AMARELOS – João Paulo e Júnior Brandão (Atlético-GO); Bruno Lima e Leandro Amaro (Oeste).
RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.
LOCAL – Estádio Olímpico de Goiânia (GO).
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Reprodução Twitter Atlético-GO
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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