EM ROMA

Atleta de projeto social de jiu-jitsu da Rotam conquista medalhas de ouro no campeonato europeu

Felipe Leonardo ingressou aos 8 anos de idade no projeto social e já coleciona diversos títulos

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Esporte

Foto: PMMT

O atleta Felipe Leonardo, de 21 anos, integrante do projeto social de jiu-jitsu do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam), da Polícia Militar de Mato Grosso, trouxe para o Estado dois importantes e grandes títulos internacionais conquistados em Roma, na Itália.

Nesta semana, Felipe garantiu medalhas de ouro no Open Roma e no Campeonato Europeu, da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF), que é a maior federação internacional do mundo da modalidade nas categorias semi kimono e no-gi, em seis lutas. 

O atleta ingressou no projeto social da Rotam com apenas 8 anos e também participava da Escolinha de Futebol. Mas, a partir da influência do primo, Felipe ingressou para as artes marciais. Desde então, o atleta já coleciona diversos títulos regionais, nacionais e já teve outra oportunidade de ir para fora do país. 

“Foi uma experiência incrível! A energia do pessoal, conhecer outra cultura, fiz novos amigos e foi bem legal. Eu sempre sonhei em garantir esses títulos, era um desejo do meu coração e sempre recebi muito apoio dos meus pais, amigos e treinadores aqui da Rotam e hoje deu tudo certo”, contou. 

Felipe disse que o esporte transformou a sua vida. “Aprendi a ter respeito com as pessoas, tive mais resiliência e disciplina com os treinos. Além disso, o esporte me ajudou a estudar em boas escolas e abriu portas para conhecer outros Estados e outros países”, ressaltou.

O treinador e terceiro-sargento Victor Paz contou que, atualmente, cerca de 300 alunos fazem parte dos projetos sociais da Rotam. Mais de mil crianças e jovens passaram pelo projeto social da Rotam em 12 anos, segundo o militar. O projeto está aberto para crianças a partir de 6 anos de idade, que são atendidas em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger. 

“Eu vim de projeto social e sei a importância e o poder de transformação do esporte na vida de uma criança. Estamos colhendo bons frutos, tirando as crianças e jovens da criminalidade e criando oportunidades para eles estarem alcançando o sonho de serem atletas e se dedicarem aos estudos”, apontou.

O comandante da Rotam, tenente-coronel Costa Gomes, explicou que os alunos dos projetos sociais da unidade especializada recebem incentivo por parte do Governo do Estado, de ações realizadas pelo Grêmio Estudantil Rotam e iniciativas privadas. 

“O nosso projeto social é incentivado pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Esporte do Estado, além das diversas ações do batalhão e de instituições parceiras. A trajetória do Felipe, que começou no nosso projeto e hoje está voando alto, é uma realização muito grande e que extrapolou todas as nossas expectativas. Estamos contentes dele poder levar o nome do nosso Estado e do batalhão mundo à fora”, reforçou.

O comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Corrêa Mendes, também enalteceu a conquista do atleta e destacou os diversos projetos sociais com crianças e jovens desenvolvidos pela instituição.

“Não podemos falar em segurança pública sem destacar a importância da prática esportiva, que é uma maneira de tirar crianças e jovens do mundo do crime. Temos orgulho dos nossos projetos e de ver o Felipe se destacando dessa maneira e incentivando seus colegas”, afirmou.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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